Exportações de bens voltam a acelerar e crescem 8,6%

09 janeiro 2020

Em novembro, as exportações de bens aceleraram face a outubro, crescendo 8,6%. As importações cresceram bem menos: 1,3%.

As exportações de bens cresceram 8,6% em novembro, face ao mesmo mês de 2018, ao passo que as importações aumentaram 1,3%. Os números foram divulgados esta quinta-feira, 9 de janeiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"Em novembro de 2019, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de 8,6% e 1,3%, respetivamente (8,4% e 6,9% em outubro de 2019, pela mesma ordem)", revela o gabinete de estatísticas. As exportações aceleraram face ao mês anterior, tal como tinha ocorrido em outubro, ao passo que as importações desaceleraram.

Contudo, é de notar que existe um efeito de base nesta variação das exportações. Em novembro de 2018, a greve dos estivadores no porto de Setúbal afetou "particularmente as exportações de automóveis para transporte de passageiros", explica o INE, referindo-se a uma das componentes das exportações que mais se tem destacado. As exportações para a Alemanha registaram uma subida de 25,5%.

Do lado das importações o destaque continua a ser França com uma subida de 27,4% em novembro. Em causa estará a importação de componentes de aviões com origem na empresa francesa Airbus.

Em novembro é também de assinalar os decréscimos nas exportações e nas importações de fornecimentos industriais (-7,4% e -7,8%, respetivamente), principalmente de produtos transformados.

Estes dados publicados pelo INE não são deflacionados, ou seja, não têm em conta a variação de preços. Além disso, não estão incluídas as exportações ou importações de serviços, componente onde se encontra o turismo.

Em termos de destino ou origem, tanto a evolução das exportações como das importações em novembro foi resultado principalmente do comércio Intra-UE (11,3% nas exportações e 1,9% nas importações).

Exportações crescem 3,5% até novembro
Apesar de as exportações estarem a ganhar terreno no final do ano, no acumulando continuam bastante aquém do desempenho das importações.

Analisando o acumulado até novembro, as exportações estão a crescer 3,5% ao passo que as importações - cuja base já é maior que a das exportações - aumentam 7,1%.

É esta evolução que tem levado à deterioração do défice comercial, o que penaliza as contas externas de Portugal. Desde o início do ano até novembro, o défice comercial de bens aumentou 19% face ao mesmo período do ano passado, situando-se nos 18,99 mil milhões de euros.

É de notar que, pela primeira vez este ano, o défice comercial de um mês, o de novembro, encolheu face a novembro de 2018. Nos restantes meses tinha sempre aumentado em termos homólogos.

Excluindo os combustíveis e os lubrificantes, o défice comercial é menos expressivo, mas a tendência de agravamento é semelhante, como ilustram os dois gráficos do INE do saldo comercial acumulado nos últimos quatro anos.

FONTE: Jornal de Negócios

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