Crédito y Caución prevê “notável desaceleração” do PIB mundial

26 novembro 2019

O crescimento económico mundial desacelera e fragiliza-se cada vez mais. Este é o alerta da Crédito y Caución, que prevê “uma notável desaceleração” do PIB mundial para 2,5%, em 2019 e 2020, sete décimas abaixo do valor de 2018, em resultado do abrandamento das trocas comerciais provocado pela guerra comercial entre Estados Unidos da América e China.

O comércio mundial está a abrandar e a incerteza reduz o investimento empresarial. A estabilidade do consumo das famílias na América do Norte e na Europa, que se mantém graças aos mercados de trabalho historicamente fortes, será a chave do crescimento em 2020.

A economia da zona euro está a abrandar mais do que o esperado. Em 2019 e 2020, o crescimento previsto pela seguradora de crédito para a região ficará limitado a 1,1%, oito décimas abaixo de 2018. A debilidade económica da Alemanha, cujo sector manufatureiro está a ser especialmente afetado pela debilidade da procura externa, e a profunda crise institucional em que a Itália se vê mergulhada são as principais preocupações da região. Em França, a força do consumo privado continua a dar notícias relativamente positivas, num contexto europeu cada vez mais sombrio. Em Espanha, as famílias estão a aumentar as suas economias preventivas, pelo que o crescimento dos rendimentos não se traduzirá totalmente num aumento do consumo. O crescimento do PIB, que permanece acima da zona do euro, irá desacelerar em 2019 e 2020.

Os Estados Unidos atravessam o período de recuperação mais longo da sua história. Em 2018, o aumento da despesa pública e a redução de impostos impulsionaram as taxas de crescimento a máximos históricos. Quando o efeito desses estímulos desaparecer, as perspetivas de crescimento ficarão totalmente nos ombros dos consumidores. No entanto, as perspetivas para o consumo privado são menos favoráveis do que nos últimos dois anos. O desemprego está no seu nível mais baixo em 50 anos, mas a criação de emprego está a começar a abrandar. Neste contexto, a Crédito y Caución prevê que o crescimento do PIB dos Estados Unidos perderá sete décimas, em 2019, para 2,2%. A desaceleração esperada para 2020 será mais significativa: ficará limitado a 1,6%.

A economia do Reino Unido, que tem sido especialmente resistente à incerteza que rodeia a sua saída da União Europeia, debilitar-se-á em 2019 e 2020. A Europa de Leste também enfrentará uma desaceleração notável de 12 décimas, provocada, em grande medida, pela recessão da Turquia e pelo abrandamento da Rússia, que enfrenta importantes sanções internacionais.

Na América do Sul, o crescimento previsto do PIB perde oito décimas, para 0,5%, devido ao abrandamento das exportações. O Chile, a Colômbia e o Peru são especialmente vulneráveis à evolução da guerra comercial. Na Ásia emergente, a seguradora de crédito espera que o crescimento do PIB abrande sete décimas, para 5,3%, em 2019, devido à evolução da China e da Índia, os principais países da região.

FONTE: Revista Grande Consumo

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