Incumprimento das empresas cresce e ameaça exportações

15 novembro 2019

Alemanha, Áustria e Suíça passam de taxas de incumprimento inferiores a 1%, em 2018, para valores que superam os 2%.

O crescimento económico está a desacelerar e os sinais nessa travagem começam a surgir: a Europa Ocidental enfrenta este ano ano um aumento de 2,7% nas insolvências e, em consequência, as taxas de incumprimento das empresas estão a registar um aumento significativo, revela o último Barómetro de Práticas de Pagamento divulgado pela Crédito y Caución.

Mercados tradicionais das exportações portuguesas começaram a apresentar indicadores preocupantes. Na Alemanha, a taxa de incumprimento nas transações comerciais entre empresas cresceu de 0,7% em 2018 para 2,1% em 2019. Na Bélgica, passou de de 1% para 2%, no Reino Unido de 1,5% para 2,5%, na Irlanda de 1% para 2%, em Espanha de 1,5% evolui para 2,4%, em França de 1,1% para 1,9% e na Holanda 0,9% para 1,3%.

Estes indicadores demonstram “uma alteração significativa no risco de incumprimento comercial das empresas portuguesas que exportam para esses mercados”, realça o estudo da Crédito y Caución.

Dos 13 mercados analisados no barómetro na Europa Ocidental, apenas a Dinamarca e Itália reduzem a taxa de incumprimento nas transações comerciais entre empresas. Em sentido oposto, encontra-se a Grécia, que regista a mais elevada taxa de incumprimento, 3%.

Os maiores aumentos verificam-se na Áustria (de 0,7% para 2,4%), na Suíça (de 0,8% para 2,3%) e na Alemanha (de 0,7% para 2,1%). Os três mercados germânicos da Europa Central passam de taxas inferiores a 1% em 2018 para valores que superam os 2%, realça o barómetro.

O setor agrícola tem a maior taxa de incumprimento da região (de 1,7% em 2018 para 2,7% em 2019), seguido por máquinas (de 1,2% para 2,4%), bens de consumo duradouro (de 1,1% para 2,0%), eletrónica (de 1% para 1,9%), serviços (de 1% para 1,8%), alimentação (de 1,3% para 1,8%) e têxtil (de 1,1% para 1,4%).

As microempresas registaram um aumento das taxas de incumprimento (de 1% para 1,4%). Entre as PME foi ainda mais acentuado: de 1,6% para 2,6%. As grandes empresas também não escaparam, com uma taxa de de 1,4% para 2,4%.

FONTE: Dinheiro Vivo

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