Quem é o consumidor médio português?

07 outubro 2019

São quase cinco idas por mês ao super, quatro ao restaurante e mais de duas à bomba de gasolina. São estas as voltas dos consumidores portugueses.

O consumidor médio português vai 4,7 vezes por mês ao supermercado e é lá que faz a maior parte dos pagamentos com cartão (21%). É nas compras para encher a despensa que os portugueses mais dinheiro gastam. Estes dados abrangem o período entre janeiro de 2018 e agosto deste ano. Em pouco mais de um ano e meio, as famílias portuguesas gastaram 16,6 mil milhões de euros nos super e hipermercados em todo o país. É o setor de atividade económica em que os portugueses mais dinheiro despendem, contando apenas os pagamentos em cartão.

Já os gastos na administração pública representam 12% dos pagamentos (o segundo mais elevado), sendo que o “número de visitas mensais, por cartão”, é de 1,6. Mas, apesar das poucas visitas, os portugueses gastaram quase dez mil milhões de euros (9,8 mil milhões de euros) em pouco mais de um ano e meio.

Os dados são disponibilizados pela nova plataforma da SIBS – a SIBS Analytics – que desenvolveu uma ferramenta de análise estatística com base na informação recolhida através dos pagamentos eletrónicos para caracterização do consumidor.

O terceiro setor de atividade com o maior peso pertence à restauração e similares, correspondendo a 8% de todos os pagamentos. Mas é o segundo onde os portugueses mais vão por mês. Em média, vão quase quatro vezes ao restaurante (3,8 visitas mensais, por cartão). Entre janeiro de 2018 e agosto deste ano, os portugueses gastaram 6,7 mil milhões de euros a comer fora, pagando com cartão multibanco.

E atestar o carro de combustível também leva uma boa parcela da despesa, tendo absorvido 4,4 mil milhões de euros. Os portugueses vão à bomba da gasolina mais de duas vezes por mês (2,4 visitas, por cartão).

A plataforma da SIBS permite ainda uma caracterização por grupo de consumo que vai do alto (que corresponde aos 25% de consumidores com maior consumo a nível nacional) ao reduzido (que corresponde à quarta parte dos consumidores com menor consumo a nível nacional).

Esta análise permite, por exemplo, perceber que os portugueses que fazem mais pagamentos nos supermercados pertencem ao grupo de consumo reduzido que parece confirmar os baixos rendimentos, sendo que os pagamentos ao Estado nem sequer aparecem nos primeiros lugares na distribuição de pagamentos. Já no caso do grupo de consumo alto este setor ocupa a segunda posição na distribuição dos pagamentos.

Mas há um setor que tem uma proporção semelhante no ranking da distribuição dos pagamentos, em todos os grupos de consumo: as gasolineiras absorvem 5% dos pagamentos. Há outro dado curioso. A distribuição de pagamentos no setor da restauração é maior (12%) no grupo de consumo reduzido do que no grupo de consumo alto (7%) que, no entanto, vai mais vezes comer fora por mês.

FONTE: Dinheiro Vivo

 

 

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