Por cada euro de incentivo, as exportações sobem nove

10 setembro 2019

Por cada euro de incentivo atribuído a projetos de investimento, estima-se um aumento de 8,9 euros de exportações. As contas são da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e dizem respeito aos últimos quatro anos, ou seja, a legislatura deste governo que está prestes a terminar.

Os dados fornecidos ao Dinheiro Vivo mostram que este efeito multiplicador é mais expressivo nos setores da “consultoria informática e programação” e “construção e atividades de engenharia”, onde o aumento das exportações por cada euro de incentivo ultrapassa os dez euros. O turismo, por seu lado, é o setor em que existe um efeito multiplicador mais baixo, apenas 3,64 euros.

Mas o efeito não é apenas nas exportações. Também serve de incentivo a que novos investimentos sejam realizados. As contas da agência responsável pela captação de investimento, mostram que por cada euro de incentivo atribuído, são investidos 3,4 euros. Neste caso, é a indústria da pasta e papel que toma a dianteira multiplicando por mais de cinco euros o valor (5,64€), segue-se o agroalimentar (4,13€) e as indústrias aeronáuticas (3,60€).

Desde o final de novembro de 2015 até ao final de julho deste ano, foram assinados pela AICEP contratos num valor superior a 4,5 mil milhões de euros. Neste pacote estão incluídos projetos de inovação produtiva, investigação e desenvolvimento (I&D), benefícios fiscais e internacionalização. A maior fatia (2,6 mil milhões de euros) diz respeito a projetos de investimento geral, seguindo-se os apoios à internacionalização (1,7 mil milhões euros) e por fim os projetos em I&D (280 milhões de euros).

Este investimento contratado representa cerca de 70% da formação bruta de capital fixo entre 2015 e 2018 e que ascendeu a 6,5 mil milhões de euros, refere a secretaria de Estado da Internacionalização.

Ao todo foram assinados nestes quase quatro anos 4 063 contratos. E foi o setor do comércio e serviços com o maior número (862), seguindo-se a indústria metalomecânica (405), a consultoria informática e programação (329) e o têxtil e calçado com 288 contratos assinados, só para mencionar os quatro primeiros.

Mas em termos de investimento, nenhum setor bate a indústria automóvel e componentes. Nos últimos quatro anos foi contratualizado um montante superior a 790 milhões de euros. É o caso da sul-coreana Hanon que produz compressores elétricos para automóveis e que em 2018 investiu cerca de 48 milhões de euros, ou da Renault Cacia que assinou um contrato para expansão da fábrica de Aveiro num montante próximo de 50 milhões de euros.

Um quinto dos novos empregos
Mas não é apenas no montante contratado que a indústria automóvel aparece nos primeiros lugares. Também na criação de postos de trabalho. Entre 2015 e 2019, este setor trouxe para a economia mais de 5 600 novos empregos. Melhor só mesmo a consultoria informática e programação que conseguiu criar 5 854 postos de trabalho. E estaremos aqui a falar de casos como, por exemplo, os investimentos a Google, da Cisco ou da Daimler.

Além de criar novos postos de trabalho, o investimento contratualizado também permitiu manter empregos. Os dados da AICEP indicam que foram conservados 136 766 postos e mais uma vez a indústria automóvel está na frente, agora no primeiro lugar com mais de 25 mil empregos mantidos.

De acordo com dados da secretaria de Estado da Internacionalização, “dos mais de 200 000 postos de trabalho criados entre 2015 e 2018, cerca de 19% estarão associados aos contratos celebrados pela AICEP.”

E foram os franceses e os alemães que mais contribuíram, tendo em contanto os montantes e o número de contratos, excetuando Portugal. O investimento com origem em França ascendeu nos últimos quatro anos a 377 milhões de euros, que corresponderam a 19 contratos. Segue-se a Alemanha com uma contratualização de 329 milhões de euros para 17 projetos. Mas é do Canadá que chega o maior investimento contratualizado (269 milhões de euros) face ao número de contratos – apenas três.

Quase um terço para o interior
O investimento contratualizado tem também uma componente para as regiões do interior. Os dados indicam que 28% do investimento contratualizado teve como destino aquelas zonas do país. Dos 4,5 mil milhões, 1,3 mil milhões foram para estas regiões, apesar de mais de metade dos concelhos onde foram feitos investimentos se situar no interior.

À Área Metropolitana do Porto coube mais de 788 milhões de euros nos últimos quatro anos (17%), Lisboa captou 279,7 milhões de euros (6%), o Algarve 64,5 milhões e o resto do país 2,1 mil milhões de euros.

Prevê-se que a criação de postos de trabalho no interior do país seja apenas de 22% do total, representando 8 655 novos empregos.

Em termos de exportações, a variação nas regiões do interior entre 2015 e 2019 representa 24% do total.

Novos projetos
Este ano, a AICEP tem acompanhado vários projetos com intenções de investimento estrangeiro, em “diferentes fases de maturidade”, de 18 países. De acordo com a informação avançada ao Dinheiro Vivo, Estados Unidos, França, Japão, Bélgica e Alemanha são os principais países de origem, “podendo envolver a criação de 14 mil postos de trabalho.

Desde o ano passado até maio deste ano, a esmagadora maioria (80%) pertence à área dos serviços e cerca de dois terços têm origem na Alemanha, França e Estados Unidos, sendo que grande parte não tem qualquer incentivo.

FONTE: Dinheiro Vivo

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