Preços mundiais de alimentos caem em agosto

09 setembro 2019

Os preços mundiais de alimentos caíram pelo terceiro mês consecutivo em agosto, pressionados por uma queda acentuada nos preços de açúcar, trigo e milho, informou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O índice de preços dos alimentos da FAO, que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, teve uma média de 169,8 pontos no mês passado, perante os 171,7 pontos revisados ​​para cima em julho.

Esse número foi dado anteriormente como 170,9.

A FAO também previu que o abastecimento de cereais seria mais abundante no período 2019/20 do que o esperado anteriormente.

O índice de preços dos cereais da FAO desceu 6,4% em agosto, devido à grande queda nos preços do trigo e dos principais grãos, principalmente o milho. Por outro lado, os preços do arroz subiram.

Os preços do açúcar também caíram acentuadamente em agosto, caindo 4% em relação ao mês anterior “em grande parte devido ao enfraquecimento do real brasileiro, que tende a incentivar as exportações de açúcar”, afirmou a FAO.

Essas quedas não conseguiram compensar as subidas de outros índices, com o índice de preços de óleo vegetal a subir 5,9% e os preços de carne e laticínios a registar aumentos de 0,5%.

A FAO disse que o abastecimento global de cereais em 2019/20 deve ser maior do que anteriormente previsto em 2.708 mil milhões de toneladas, um aumento de 23 milhões de toneladas da última estimativa publicada em julho e de 55,4 milhões de toneladas dos níveis de 2018.

“Quase todo o aumento mensal se deve a uma revisão ascendente feita nas previsões para a produção mundial de milho“, afirmou a FAO.

“Essas expectativas mais dinâmicas resultam principalmente de melhores perspectivas de produtividade nos Estados Unidos, apesar das chuvas excessivas durante grande parte da temporada de plantio“.

Esse aumento esperado superou uma redução prevista na produção global de trigo em 2019, que a FAO vê agora em 767 milhões de toneladas, 4 milhões de toneladas abaixo da última previsão divulgada em julho.

FONTE: Revista Grande Consumo

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