Nível de serviço em promoções é prioridade para o retalho

14 agosto 2019

De acordo com a sétima edição do estudo de “Níveis de Serviço Supply Chain (Logístico)” da GS1 Portugal, num momento em que a relação custo-benefício assume um papel determinante na escolha dos consumidores, o nível de serviço em promoções deverá ser uma prioridade para o sector do retalho.

O estudo, que avalia a relação entre fornecedores e retalhistas na área da logística de grande consumo, inquiriu 30 fornecedores e sete retalhistas de todo o território nacional, atingindo um nível de maturidade no mercado português. À semelhança das edições anteriores, e pelo segundo ano consecutivo através de questionário online, fornecedores e retalhistas avaliaram-se, mutuamente, em 45 questões reunidas estruturadas em oito grupos de análise, com o objetivo de avaliar os níveis de serviço logístico, assim como identificar as oportunidades de melhoria.

A novidade deste ano surge com a integração de duas novas perguntas. O “Nível de serviço em promoções”, incluído no grupo “Pedido”, que entrou diretamente para o primeiro lugar das prioridades dos retalhistas. A questão “Colaboração na execução promocional” foi a outra novidade, que alcançou igualmente um lugar de destaque dentro do grupo de análise “Colaboração”.

Este resultado reflete o peso que as promoções têm vindo a ganhar em todas as áreas de grande consumo, não sendo a logística exceção. Apesar de ser um tema mais comercial, é dos aspetos que mais impacta ao nível logístico e do aprovisionamento. Otimizar os níveis de serviço para garantir o nível de stock é uma realidade e um desafio para as empresas e, neste cenário, torna-se preponderante a comunicação interna, frequente e eficiente, entre as áreas comerciais e de “supply chain”.

Mas outras questões ocupam as prioridades dos retalhistas. No top 10 das perguntas que correspondem às prioridades os retalhistas participantes, a par das promoções, encontram-se os standards, a conformidade das entregas, o estado os produtos, o cumprimento de prazos e os erros de faturação como temáticas importantes.

Contudo, e apesar destas serem as 10 questões mais prioritárias, nem todas atingem um nível satisfatório de avaliação.

Na análise macro, também os grupos são ordenados por relevância para o sector, tendo por base a importância expressada pelos retalhistas a cada uma das perguntas incluídas em cada grupo.

Em suma, foram definidas cinco grandes áreas atuação. Relativamente ao nível de serviço em promoções, o estudo conclui que é necessário operacionalizar a visão 360 graus do negócio, incluindo um fluxo de informação frequente e eficaz entre as áreas comercial e de “supply chain”.

Em segundo lugar, o correto acondicionamento da mercadoria e o estado em que esta chega à receção foram áreas identificadas pelos retalhistas como tendo mais oportunidades de melhoria, ainda que com um nível de importância menos relevante. Os retalhistas estão a ter mais dificuldades em receber a mercadoria bem-acondicionada, trazendo níveis de ineficiência nas plataformas. A configuração das paletes é uma das respostas a este desafio (“packing list”, bases, colunas, entre outros), apesar da complexidade acrescida.

A faturação surge na terceira posição do pódio de grupos de importância neste estudo e continua a trazer diversos constrangimentos. Seja por erros de referências, quantidades e/ou preços, os erros continuam a ser relevantes para os retalhistas que procuram fomentar a utilização das mensagens eletrónicas no fluxo “order-to-cash”, ainda sem sucesso, exigindo desenvolvimentos tecnológicos dos dois lados da cadeia de abastecimento.

Paralelamente, em linha com o observado na edição anterior, a utilização correta da etiqueta GS1-128 por parte de todos os fornecedores tem sido difícil, precisando ainda de ser consolidada. Este standard GS1 logístico é, atualmente, um requisito fundamental para os retalhistas, proporcionando ganhos significativos, não só na redução dos tempos de descarga, como em processos de armazenamento e expedição. Como principais desafios para os próximos anos surgem os novos e diferenciados requisitos na configuração da mercadoria sobre a palete.

Finalmente, é já um facto que a colaboração proporciona mais-valias para todos os agentes da cadeia de abastecimento. Neste estudo, destacam-se as oportunidades de melhoria na relação fornecedores-retalhistas ao nível da calendarização das entregas, rastreabilidade, disponibilidade do produto, mensagens eletrónicas (EDI) e sustentabilidade.

FONTE: Revista Grande Consumo

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