Compram menos, mas gastam mais

22 março 2019

"Os portugueses não estão a comprar mais em quantidade, mas estão a comprar categorias ou produtos de preço mais elevado, dando origem a um efeito preço positivo", destaca a Nielsen.

Os portugueses estão a ir menos vezes aos balcões de pagamentos das lojas. Contudo, quando vão, gastam montantes cada vez mais elevados, revela um estudo da Nielsen. Há um crescente apetite por produtos premium, mas, alerta, a tendência é de abrandamento do consumo.

“Verificamos que os portugueses não estão a comprar mais em quantidade, mas estão a comprar categorias ou produtos de preço mais elevado, dando origem a um efeito preço positivo”, refere o comunicado da Nielsen.

É esse mesmo efeito preço positivo que leva Ana Paula Barbosa, retailer vertical director da Nielsen, a salientar que “é necessário ter em consideração que, embora se continuem a verificar bons crescimentos em valor, o mesmo crescimento não se verifica em volume”. “O panorama em Portugal continua positivo, mas a tendência é de abrandamento”, acrescenta Ana Paula Barbosa.

Ana Paula Barbosa deixa, ainda, um conselho aos retalhistas. “Reduzir a dependência de promoções, que continuaram a crescer em 2018” e, em vez disso, “realizar promoções em produtos de gama premium e apostas em gamas de maior qualidade e sofisticação”.

Este estudo da Nielsen vem confirmar um outro, publicado no mês passado, que dava conta de que os portugueses estão cada vez mais adeptos de produtos do segmento do luxo. Nesse mesmo estudo, a maioria dos consumidores nacionais afirmou estar disposta a pagar um preço mais elevado por produtos premium por considerarem ser de maior qualidade.

No que toca aos níveis de confiança, os portugueses mostraram-se especialmente confiantes sobretudo no último trimestre de 2018, atura em que superaram os níveis dos consumidores europeus. O grau de confiança registado entre os consumidores portugueses totalizou 87 pontos, três pontos acima da média verificada na Europa.

Apesar da tendência que a Nielsen diz ser de abrandamento, os portugueses estão mais otimistas. Se, em 2013, 89% dos portugueses consideravam que o país estava em recessão, em 2018 essa proporção reduziu para 46%. Além disso, quase metade dos portugueses afirma que acredita que vêm aí melhorias na sua situação financeira. Cerca de 40% prevê que a sua situação laboral melhore nos próximos 12 meses e 28% diz que, tendo em conta o atual contexto económico, este é o momento certo para comprar aquilo que precisam.

Na senda das suas preocupações deixou de estar o emprego — que era a principal preocupação em 2013 — e passou a estar a saúde. Cerca de 28% dos portugueses diz que a sua maior preocupação é a saúde, “verificando-se uma importância crescente deste tipo de produtos na cesta dos consumidores nacionais”.

FONTE: ECO Economia Online

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