Agroalimentares portugueses podem enfrentar tarifas e quotas

21 fevereiro 2019

Faltam 37 dias para o brexit e o governo britânico ainda não decidiu que tarifas vai aplicar às importações a partir de 29 de março. Mas, no cenário cada vez mais provável de saída sem acordo, as exportações de bens agroalimentares portugueses – quase um décimo do que vendemos ao Reino Unido – podem passar a a enfrentar tarifas e quotas.

O secretário do governo britânico para o Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Michael Glove, contrariou ontem a expetativa de que, caso não haja acordo de saída da União Europeia, o Reino Unido passe a aplicar tarifa zero à entrada de bens agroalimentares. Numa reunião com o Sindicato Nacional de Agricultores britânicos, garantiu proteção para sectores sensíveis da agricultura. As importações de carne, assinalou, poderão ser um dos sectores a conhecer tarifas, de acordo com o jornal The Guardian.

A questão das taxas aduaneiras a aplicar está a dividir os membros do governo britânico, reunidos esta quarta-feira para debater o tema. É esperada dentro de dias a divulgação da nova pauta aduaneira britânica para um cenário de hard brexit.

Caso não haja um entendimento, o Reino Unido terá de aplicar as regras da Organização Mundial de Comércio, que preveem um nível elevado de tarifas.

Segundo a imprensa do Reino Unido, os responsáveis das pastas das Finanças e Comércio, Philip Hammond e Liam Fox, estão contra a possibilidade de serem impostas tarifas às compras de bens alimentares (acesso pago) receando um aumento dos custos para os consumidores. A decisão deverá ser tomada, em última análise, pela primeira-ministra, Theresa May, que se encontra hoje em Bruxelas para procurar uma saída para o impasse político vivido no parlamento britânico.

O Reino Unido compra 70% das suas importações agroalimentares à União Europeia. Vende ao bloco europeu, em sentido oposto, 60% das suas exportações neste sector.

Nas trocas com Portugal, as vendas de agroalimentares valeram no ano passado 9% das exportações para o Reino Unido, num volume total de 332,5 milhões de euros.

FONTE: Dinheiro Vivo

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