Receitas dos supermercados Dia em Portugal descem

08 fevereiro 2019

A dona do Minipreço terminou 2018 com menos 27 lojas (próprias e em regime franchising) no país. “2018 foi provavelmente o mais difícil desde a fundação da empresa há mais de 40 anos”, admite o conselheiro delegado da empresa, Borja de la Cierva Álvarez de Sotomayor.

O grupo Dia – Distribuidora Internacional de Alimentación, que detém os supermercados Minipreço, fechou 2018 com um número total de vendas brutas em Portugal no valor de 808,4 milhões de euros, representando uma quebra de 3,1% comparativamente ao ano anterior.

De acordo com os dados enviados esta sexta-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), o número de lojas registadas em Portugal no ano passado foi de 532, das quais 223 próprias e 309 em modelo franchising, o que compara com as 559 (262 próprias e 297 em regime de franquia) de 2016, i.e. encerraram 27 estabelecimentos comercias neste período.

A retalhista espanhola liderada por Antonio Coto Gutierrez, que iniciou a aposta no comércio online no mercado português em 2018, teve um EBITDA ajustado de 30,1 milhões de euros, menos 28,7% em termos homólogos.

Em termos globais, a empresa madrilena registou prejuízos de 352,6 milhões de euros em 2018, um valor contrasta com os 101,2 milhões de euros de lucros registados em 2017. As vendas também recuaram 11,3% em 2018 para um total de 7.288,8 milhões de euros. A empresa anunciou ainda o despedimento de 2.100 trabalhadores das empresas DIA e Twins Alimentación, uma das filiais da empresa que gere os centros Maxi Dia.

A dívida líquida do Dia atingiu os 1,452 milhões de euros, mais 506 milhões de euros do que final de 2017, devido “ao empobrecimento do capital vinculante derivado da redução do prazo de pagamento a fornecedores”. Como tal, o grupo estipulou três objetivos financeiros para o período de 2018-2023: o crescimento de um dígito médio em vendas, a melhoria do EBITDA a partir de 2020 e um “investimento contido” em 2019, para recuperar os níveis já no próximo ano. Para alcançar as metas, a empresa compromete-se a transformar a oferta comercial e a lançar um novo formato de loja.

Segundo Borja de la Cierva Álvarez de Sotomayor, conselheiro delegado do Dia, 2018 foi “provavelmente o mais difícil desde a fundação da empresa há mais de 40 anos”. “Os números apresentados e, em particular, os resultados de 2018, são um claro indicador de que o nosso desempenho não alcançou as expectativas”, disse, em comunicado. Ainda assim, o responsável considera que a sua organização continua a ser um “importante distribuidor de produtos alimentares” por causa da confiança dos clientes e proximidade aos mesmos.

No início desta semana, o fundo Letterone, controlado pelo magnata russo Mikhail Fridman, que detém 29% do capital da empresa, anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o DIA oferecendo 67 cêntimos por cada ação, uma decisão que fez os títulos da empresa dispararem mais de 60%. O conselho de administração da retalhista espanhola DIA veio a público reagir à OPA e, numa primeira análise, referiram que não consideram a oferta “hostil”, mas impõem várias condições.

FONTE: Jornal Económico

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