Marcas de fabricante superam as marcas de distribuição em 2018

06 fevereiro 2019

Os bens de grande consumo ultrapassaram, no ano de 2018, os nove mil milhões de euros, o que representa um aumento de 2,8% relativamente ao período homólogo, segundo dados da Nielsen.

Entre as categorias existiu uma grande homogeneidade de desempenho: alimentação (+3,1%), higiene do lar (+2,9%), bebidas (+2,8%) e higiene pessoal (+1,3%).

No sector da alimentação, o destaque vai para os produtos congelados que, tal como tinha acontecido em 2017, voltaram a crescer (+5%), comprovando uma maior procura por produtos que tragam conveniência, rapidez e simplicidade à vida dos consumidores.

Relativamente aos formatos de loja, realce para o crescimento dos grandes supermercados (+6,7%) e uma nota também para o aumento do valor registado em canais tradicionais, que apresentaram um crescimento de 3,9%.

Contrariamente ao que tinha sido a tendência em 2017, em que o crescimento verificado foi praticamente equiparado, os dados da Nielsen demonstram uma diferença relativamente significativa entre as marcas de fabricante e as marcas de distribuição. No ano de 2018, as marcas de fabricante apresentaram um aumento de 3,3% relativamente ao período homólogo; por sua vez, as MDD cresceram 1,9%.

Natal acompanha tendência de crescimento
O Natal continua a ser o período mais relevante no que aos bens de grande consumo diz respeito, representando perto de 10% das vendas totais registadas no sector, num universo de análise que integra as vendas em hipers e supermercados. O peso promocional manteve-se, neste período, superior à média anual e mais de 50% das compras foram realizadas com promoção (51% no Natal contra 47% de média em 2018).

Relativamente às categorias, nota para os produtos típicos desta época, nomeadamente o bacalhau, que cresceu 3% quando comparado com o período homólogo. Uma curiosidade para um aumento mais significativo no que ao bacalhau congelado diz respeito (+5%) relativamente ao bacalhau seco (+3%), refletindo o peso da conveniência do primeiro formato entre os consumidores.

No topo das preferências dos portugueses continuam alguns dos produtos habituais da época natalícia especialmente direcionados para oferta: bombons (61% das vendas totais foram feitas no Natal), figuras de chocolate (41% das vendas foram no Natal), perfumes e bebidas alcoólicas. “A importância deste período para o sector dos bens de grande consumo é inquestionável. É interessante também notar a tendência de crescimento que se tem vindo a verificar nos últimos anos, mesmo sobre períodos tão positivos, confirmando que o consumo em Portugal está dinâmico. Para dar resposta a um período de maior procura e importância, as promoções, já significativas durante o ano, ganham ainda mais peso no Natal. De acordo com aquilo que tem vindo a ser defendido pela Nielsen, num país em que as promoções ganharam um destaque tão superior ao verificado no resto do mundo, é fundamental que estas vão ao encontro do mercado e dos objetivos estratégicos das marcas e retalhistas. Colocar as promoções ao serviço da experimentação, da inovação ou da ‘premiumização’ dos produtos, será sempre uma excelente oportunidade”, afirma Marta Teotónio Pereira, Client Consultant Senior da Nielsen.

FONTE: Revista Grande Consumo

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