Saldo comercial já está a melhorar

20 setembro 2018

O mês de Julho trouxe um maior excedente na balança de serviços, o que deu um impulso ao saldo comercial que tinha vindo a ser penalizado pela deterioração da balança de bens.

O turismo caminha para mais um ano recorde. Chegado o mês de Julho, tipicamente de férias, o desempenho deste sector foi suficiente para dar a volta no saldo comercial. O excedente continua aquém dos valores dos últimos anos, mas já dá sinais de melhoria depois de ter derrapado no arranque do ano. Os dados foram divulgados ontem, pelo Banco de Portugal.

"Em comparação com igual período de 2017, as balanças de bens e de serviços tiveram evoluções distintas", refere o Banco de Portugal, explicando que "o défice da balança de bens aumentou 1.129 milhões de euros enquanto o excedente da balança de serviços cresceu 858 milhões de euros, essencialmente devido à rubrica de viagens e turismo, cujo saldo passou de 5.396 milhões de euros para 6.222 milhões de euros".

Até Julho, as exportações de bens e serviços cresceram 7,8% (7,9% nos bens e 7,6% nos serviços) enquanto as importações aumentaram 8,6% (9,5% nos bens e 4,7% nos serviços), o que se reflectiu no saldo comercial.

Ou seja, o comércio internacional de bens intensificou o seu défice comercial, tendo atingido níveis pré-troika ainda que possa ser por bons motivos, ao passo que a componente de viagens e turismo (serviços) caminha para mais um ano de excedente recorde. Juntando os bens com os serviços chega-se a um excedente comercial de 1.220 milhões de euros nos primeiros sete meses de 2018.

O valor é positivo, mas os dados mostram que o excedente já foi maior. Desde 2013 - ano em que o saldo comercial passou a ser positivo - que o excedente comercial até Julho só em 2014 tinha sido inferior ao deste ano. Nesse ano foi de 947,5 milhões de euros nos primeiros sete meses. O valor máximo até Julho foi atingido em 2016 com um excedente de 2.074 milhões de euros.

A evolução dos números dos últimos anos mostra que as contas externas, nomeadamente o saldo comercial, tendem a registar um défice na primeira parte do ano, melhorando depois até ao final do ano. Ainda assim, é evidente que em 2018 o excedente está a encurtar ainda mais, intensificando a tendência já verificada em 2017. No ano passado o excedente comercial até Julho foi de 1.491 milhões de euros.

Caso o défice comercial de bens continua a crescer, o excedente comercial dos serviços também. A sua maior componente, a das viagens e do turismo, registou um excedente de 6.222 milhões de euros até Julho, o maior de sempre nos primeiros sete meses de um ano. Os dados sinalizam que, se não houver surpresas negativas, o turismo voltará a quebrar recordes em 2018.

FONTE: Jornal de Negócios

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