Portugal é reconhecido como produtor de excelência

10 agosto 2018

No ano em que comemora o décimo aniversário, a PortugalFoods está a rever a estratégia de internacionalização para o setor agroalimentar até 2020. Certo é já o propósito de consolidar mercados como a Escandinávia e os países bálticos e o desenvolvimento de uma abordagem específica à América do Norte. A Ásia, o Médio Oriente, a América Latina e a África do Sul também estão nos planos de promoção dos produtos nacionais. A garantia é dada pela diretora executiva da associação, Deolinda Silva, que entende que o agroalimentar é um dos pilares mais importantes da economia nacional e que Portugal é reconhecido internacionalmente como país produtor de excelência.

Store | Como analisa a fileira representada pela PortugalFoods e qual o volume de negócios que agrega?
Deolinda Silva | A PortugalFoods conta atualmente com cerca de 150 associados. Na maioria são empresas, mas também entidades do sistema científico e tecnológico nacional e outras entidades com atividades conexas ao setor, que representam a fileira em termos quer da diversidade de negócio, dimensão, capacidade de inovação, capacidade de internacionalização. No fundo, abarca a dispersão que existe neste setor em termos nacionais.

Em termos de volume de negócios, o setor agroalimentar nacional apresentou valores na ordem dos 15.384 milhões de euros, em 2016, sendo que o setor empresarial presente na PortugalFoods agrega um volume de negócios na ordem dos 2500 milhões de euros. Há, no entanto, que ter em conta que o Portuguese Agrofood Cluster, consórcio reconhecido pelo governo como cluster do setor agroalimentar português, liderado pela PortugalFoods e que reúne a Inovcluster, o AgroCluster do Ribatejo e a PortugalFresh, conta com mais de 400 entidades associadas que representavam em 2013 um volume de negócios de cerca 3910 milhões de euros.

Enquanto forte interlocutora e dinamizadora da fileira, a PortugalFoods assume-se como uma plataforma que fomenta relações win-win entre os seus associados, tendo como objetivo final a produção e partilha de conhecimento como suporte à inovação e à competitividade.

O que tem o setor agroalimentar português de diferenciador?
O setor agroalimentar é um pilar relevante da economia portuguesa, com um crescimento sustentável nos últimos anos. As empresas lançam produtos competitivos, inovadores e atraentes para os mercados internacionais com um posicionamento de saúde, conveniência e sustentabilidade.

Com a crise, as empresas agroalimentares nacionais foram obrigadas a reinventarem-se através de uma grande aposta na inovação dos seus produtos e dos seus processos. Melhoraram a sua qualidade, diferenciação, flexibilidade, o seu marketing e, claro está, o seu serviço. Observou-se uma sofisticação na gestão das empresas e oferta de produtos sem comprometer a competitividade das empresas, sendo possível desenvolver um crescimento sustentável. Hoje em dia, o setor agroalimentar é um dos pilares mais importantes da nossa economia e Portugal é reconhecido internacionalmente como país produtor de excelência.

A marca Portugal neste setor é reconhecida como de qualidade ou são necessárias mais ações de marketing?
Aliando a sua paixão a sabores genuínos, a partir de uma paleta de diferentes gostos, cores e aromas, Portugal, um país já bem conhecido pelo sol, praias e vinhos tornou-se, nos últimos anos, um fornecedor fiável e de excelência neste setor.

Apesar de os consumidores internacionais reconhecerem cada vez mais o que Portugal tem para oferecer, uma aposta no marketing do setor numa abordagem através da marca Portugal é essencial. A apresentação do cabaz de produtos nacionais, de uma forma concentrada e concertada, é essencial como mostra de força, que permita ultrapassar os problemas com que ainda nos deparamos a nível de escala e de capacidade produtiva, na maioria dos subsetores.

Assim, a questão não passa tanto por “mais” marketing, mas por uma aposta numa comunicação forte, que promova a imagem de Portugal nos mercados internacionais.

Quais os planos da PortugalFoods para dinamizar este ano as exportações?
Aquando da elaboração da estratégia de internacionalização do setor agroalimentar 2012-2017 “Portugal Excecional”, foi analisada a situação internacional, foram definidas 10 prioridades estratégicas e um modelo de implementação, sendo igualmente identificados os mercados prioritários, mercados onde Portugal deveria consolidar posições e mercados a apostar seletivamente. Esta estratégia foi traduzida nas ações de promoção internacional organizadas e acompanhadas pela PortugalFoods.

Como os mercados são dinâmicos e aproveitando o fato de celebrar este ano a sua primeira década de existência e sete anos de ações de internacionalização, a PortugalFoods irá rever e atualizar a estratégia de internacionalização para o setor para 2018-2020. Para além de elaborar um novo plano de ação e mercados a apostar, será melhorada a abordagem aos mesmos através de processos e ações cada vez mais eficientes.

A agressividade positiva, a sofisticação e inovação dos processos, a aposta do business inteligence são essenciais e a PortugalFoods tem que estar permanentemente a reinventar-se de modo a antecipar e corresponder às necessidades e expetativas das empresas do setor.

Para que mercados planeiam expandir? Que países têm mais potencialidades?
A PortugalFoods encontra-se a rever a sua estratégia de internacionalização, mas existem alguns mercados que continuará a desenvolver, pois necessita de consolidar a sua posição, como por exemplo na Europa e apostando nomeadamente nos países da Escandinávia e bálticos, promoverá uma estratégia específica de abordagem à América do Norte, mas promoverá igualmente as suas empresas e produtos em regiões como a Ásia (China, Japão, Coreia do Sul e Sudeste Asiático), Médio Oriente (Emirados Árabes Unidos), América Latina (Colômbia, Chile, Peru e Uruguai) e África do Sul.

É importante dar continuidade ao trabalho efetuado, ao mesmo tempo que se introduzem novas abordagens e se acrescentam mercados com potencial para o crescimento das exportações do agroalimentar nacional. No entanto, os mercados são dinâmicos, pelo que a PortugalFoods estará atenta às oportunidades que surjam no contexto internacional e direcionará a sua atuação de acordo.

Existem alguns constrangimentos que dificultam a exportação, nomeadamente das empresas com produtos de origem animal. Por exemplo, ainda não é permitido exportar produtos cárneos para países como a China ou a Coreia. A estratégia a desenvolver terá em conta igualmente as especificidades e necessidades de acordo com as categorias de produto agroalimentares nacionais.

Como tem o governo respondido à ambição de internacionalização das empresas portuguesas?
A PortugalFooods faz 10 anos este ano e, felizmente, pode afirmar que tem tido um diálogo próximo com todas as instituições públicas e apoio em todas as iniciativas que tem procurado desenvolver. Naturalmente que há sempre questões a trabalhar, sobretudo porque os mercados são muito dinâmicos, levando a que os próprios modelos de internacionalização sejam adaptados. É importante adequar as ferramentas de apoio à ambição de internacionalização das empresas, garantindo que a aplicação destas é a mais adequada. Ao nível da promoção externa da marca Portugal, é fundamental que as ferramentas a desenvolver evitem a dispersão dos apoios às várias iniciativas não uniformizadas para este propósito.

Como se propõe desenvolver a missão de inovar?
A inovação é fulcral e está presente em toda a atividade da PortugalFoods. A missão da PortugalFoods é reforçar a competitividade das empresas através do aumento do seu índice tecnológico, promovendo a produção, a transferência e aplicação e valorização do conhecimento orientado para a inovação.

Um dos eixos de atuação da PortugalFoods, através da sua Knowledge Division, é a criação de parcerias win-win e multidisciplinares, entre o tecido empresarial e académico, do agroalimentar e inclusive de outros setores, acompanhamento e disseminação do conhecimento gerado nestas parcerias, monitorização das tendências de inovação no mercado e alicerçar as empresas com esta informação.

FONTE: Revista Store Magazine

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