AgroCluster e InovCluster lançam AgriEmpreende

12 junho 2018

O Agrocluster do Ribatejo, em parceria com o Inovcluster, lançaram o AgriEmpreende, um projeto considerado “inovador” e que visa potenciar a geração de novas ideias de negócio, a criação de novos produtos e a concretização de novas empresas da fileira agroalimentar no Ribatejo e na região Centro. 

Em entrevista à “Vida Económica”, Carlos Lopes de Sousa, presidente do AgroCluster Ribatejo, revela a ambição da iniciativa: “no final do projeto gostaríamos que estas duas entidades [Agrocluster e Inovcluster] pudessem dar um contributo muito forte a nível nacional para uma nova geração de empreendedores na fileira alimentar”.

Vida Económica - Qual é o grande objetivo deste projeto AgriEmpreende e do programa de aceleração direcionado para os que concorram ao concurso?
Carlos Lopes de Sousa - O principal objetivo do AgriEmpreende é criar e dinamizar uma estrutura técnica, de gestão e tecnológica de apoio ao empreendedorismo que potencie a geração de novas ideias de negócio, a criação de novos produtos e a concretização de novas empresas na fileira agroalimentar ou outras, especialmente em empreendedorismo qualificado e criativo. No final do projeto gostaríamos que estas duas entidades [Agrocluster em parceria com o Inovcluster] pudessem dar um contributo muito forte a nível nacional para uma nova geração de empreendedores na fileira alimentar.
O projeto está orientado para potenciar e apoiar o aparecimento de ‘startups’ e acelerar o crescimento de empresas com perfil exportador em setores intensivos em conhecimento ou tecnologia e/ou dos setores cultural e criativo. Os programas de aceleração de ideias previstos visam uma mais rápida transformação das ideias em negócios, sem, no entanto, descurar a devida maturação e preparação de todo o projeto.

VE - Dentro do agroalimentar, quais são os subsetores de atividade em que sente que há potencial de surgimento de novos empreendedores e novos negócios?
CLS - O primeiro programa de aceleração encontra-se previsto para setembro com a realização de ‘workshops’ de capacitação, disponibilização de ferramentas, ‘networking’, mentoria e consultoria especializada e dedicada, de forma a apoiar os empreendedores na aceleração das ideias/negócios. Os subsetores com maior potencial de surgimento e novos empreendedores são a embalagem e os produtos bio.

VE - Sei que vão promover um estudo de tendências de novos negócios. Como vão concretizar esse projeto?
CLS - Está a ser realizado um estudo de tendências a nível internacional, que tem como objetivos fazer o levantamento de um conjunto de tendências que influenciam as economias e as empresas, nomeadamente na forma de fazer negócio. Serão selecionadas as 10 tendências principais (megatendências), que serão amplamente divulgadas.
Do estudo resultará ainda um conjunto de recomendações adaptadas à realidade portuguesa, nomeadamente da região do Alentejo e da região Centro, no sentido da introdução de novas tecnologias e de aproveitamento do potencial de novos negócios que se adequem às empresas nacionais do setor agroalimentar.

VE - E o que se segue, entretanto?
CLS - Após conclusão do estudo serão realizados seminários de divulgação dos principais ‘insights’ gerados pelo estudo, com o objetivo de incentivar o empreendedorismo inovador e criativo junto dos jovens qualificados, o aparecimento de novas empresas na região do Alentejo e na região Centro e a utilização de boas práticas por parte das empresas já instaladas. Tudo numa ótica de mobilização para a inovação e para a internacionalização de negócios.

VE - Certamente estas iniciativas no âmbito do projeto AgriEmpreende são financiadas pelo Portugal 2020. Qual é o montante dos apoios?
CLS - O custo total elegível do projeto é de 985.768,86 euros, apoiado pela União Europeia (FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) em 837.903,53 euros.

VE - E que apoios receberão os projetos vencedores?
CLS - Os projetos vencedores de cada um dos quatro concursos receberão prémios monetários. Os três projetos vencedores recebem, respetivamente, 5.000,00 euros o primeiro classificado, 3.000,00 euros o segundo classificado e 1.000,00 euros o terceiro classificado. Têm também direito a uma pré-Incubação física para desenvolvimento do projeto, em sistema de ‘co-working’ reservado, por um período de três meses, na Startup Santarém ou no CEi – Centro de Empresas Inovadoras. Depois, incubação física (pós-início de atividade) em sistema de ‘co-working’ reservado, por um período de seis meses, na Startup Santarém ou no CEi.

FONTE: Jornal Vida Económica

Associadas

Parcerias

Objectivos

‘‘Os objectivos da ANIL centram-se na defesa dos interesses e representação do sector, no acompanhamento das matérias legislativas, normativas, ambientais, económicas e técnicas que contribuam para o desenvolvimento da indústria láctea em Portugal...

Calendário

Redes Sociais

Top
ATENÇÃO: Este site apenas usa os cookies para lhe facilitar a navegação enquanto utilizador.
Saiba mais sobre cookies OK Decline