Afinal, o Natal ainda é o que era

11 janeiro 2018

De acordo com um estudo realizado pela Kantar Worldpanel sobre a alimentação durante a quadra natalícia, sete em cada 10 indivíduos referiam ainda não ter planeado o seu menu para as refeições festivas. Esta aparente inércia e descontração está, na verdade, relacionada com o facto desta ser uma quadra em que imperam as tradições e onde tendemos a repetir rituais, trazendo para a mesa os pratos e sabores que nos são mais familiares. Na verdade, cerca de 77% dos inquiridos planeavam manter o mesmo menu das refeições festivas em relação ao ano anterior.

Por outro lado, entre os indivíduos que tencionavam alterar o menu, encontram-se em particular aqueles que procuram aliar a conveniência à tradição, comprando alguns ou até mesmo a totalidade dos pratos já preparados para levar para casa. A alteração do menu das refeições festivas é também justificada pela vontade de variar em relação ao ano anterior, bem como ao facto de encontrarem conforto ao apresentar uma ementa que sabem ser do agrado de toda a família.

Mas, para a grande maioria dos indivíduos, o Natal é, sem dúvida, uma época mais familiar em que a grande maioria dos pratos são confecionados em casa (79%). Nestes lares prevalecem, assim, os hábitos e costumes passados ao longo dos anos e replicados numa ementa onde se dá destaque aos pratos confecionados de forma tradicional (54%).

Assim, na ementa mais tradicionalista, o bacalhau com legumes tem presença obrigatória na ceia de Natal. Nestes lares coloca-se o habitual Bolo Rei ou Bolo Rainha no centro da mesa, acompanhado por broas, sonhos e rabanadas, frutos secos, bombons e chocolates e outros doces festivos.

Este é, com certeza, o quadro mais comum na maior parte dos lares portugueses, tornando dezembro no mês que concentra mais vendas para os produtos alimentares típicos destas datas e dos produtos necessários para a confeção dos pratos festivos. Este aumento das compras ocorre especialmente em produtos protagonistas dos menus tradicionais, como é o caso do bacalhau, os frutos secos e as frutas cristalizadas, bem como outras categorias de produto, como as farinhas, o açúcar, o óleo e as especiarias.

Uma quadra natalícia com tudo a que temos direito
Nesta quadra tão especial e com a mesa farta, imperam inevitavelmente os momentos de prazer à mesa, onde não há espaço para dietas ou restrições, com 36,5% dos inquiridos a referirem comer sem restrições.

Há quem vá ainda mais além assumindo que durante a época festiva procura escolher produtos de qualidade superior, gourmet ou premium. Em nome da tradição, deleitam-se assim com iguarias como o marisco, o cabrito e a lampreia de ovos.

Com tantos excessos cometidos ao longo de toda a quadra festiva, haverá ainda espaço para uma alimentação e escolhas saudáveis na quadra natalícia?
De facto, nem sempre imperam apenas as tradições. Cerca de 25% dos inquiridos referem procurar fazer escolhas alimentares mais saudáveis, mesmo durante a época festiva, sendo estes, na sua maioria, motivados por restrições alimentares ou dietas específicas, como por exemplo diabetes, intolerância ao glúten ou à lactose.

Mas seja por existir necessidades de dietas alimentares específicas ou por uma questão de hábitos alimentares saudáveis já enraizados, é possível fazer escolhas mais saudáveis sem perder o encanto das celebrações natalícias.

De uma forma geral, verifica-se uma tendência para a redução das quantidades consumidas entre os indivíduos com uma maior “consciência” alimentar. Assim, procuram não cometer excessos de maior, evitando em particular os doces e sobremesas.

Por outro lado, procuram também fazer algumas substituições e privilegiar alguns alimentos mais saudáveis, como, por exemplo, a escolha de carnes mais magras, como o peru (48% opta por incluir o peru nas suas refeições festivas como uma alternativa mais saudável).

Ao longo dos últimos anos, os portugueses têm vindo demostrar uma crescente atenção para uma alimentação mais saudável e natural. Mais do que apenas por motivos de preocupação com a saúde, procuram essencialmente o bem-estar num corpo e mente sãos.

Resta agora saber se a ressaca dos excessos cometidos durante a época festiva será o mote para um foco ainda maior numa alimentação mais saudável. Esta será, com certeza, uma das tendências que a Kantar Worldpanel acompanhará de perto e a que procurará dar resposta.

Por Irma Queirós, Client Executive Kantar Worldpanel

FONTE: Kantar Worldpanel/Revista Grande Consumo

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