AEP considera medidas contra crise insuficientes e inflexíveis

16 março 2021

Numa missiva enviada pela Associação Empresarial de Portugal o conjunto dos empresários diz considerar insuficientes as medidas propostas pelo Governo para minorar o impacto da crise financeira que se abateu sobre as empresas lusas.

Apesar de se saudar a iniciativa do governo, é considerado que as medidas propostas “são insuficientes”, lembrando-se que Portugal, em 2020, foi o 3.º país da Área Euro com o menor estímulo orçamental neste âmbito.

Neste sentido, critica-se ainda a necessidade de os empresários se comprometerem à manutenção dos postos de trabalho como condição para aceder aos apoios do Estado, ignorando-se as próprias dinâmicas do mercado.

“Dos 7 mil milhões de euros apenas uma pequena fatia (1160 milhões de euros) se refere a apoios a fundo perdido, os restantes cerca de 6 mil milhões de euros correspondem a um potencial de liquidez que está associado a receita que é flexibilizada, nomeadamente pela alteração no calendário fiscal quer nas obrigações das componentes declarativas quer nas obrigações de pagamentos, que, por essa via, só terá impacto na execução orçamental na ótica de caixa”, começa por lembrar a AEP.

“É fundamental apoiar de forma mais significativa a economia portuguesa, antecipando as verbas da “bazuca” europeia. Num estudo recente do Banco Central Europeu, o estímulo orçamental de Portugal no ano passado foi o 3.º mais baixo entre os países da Área Euro. A AEP sublinha a persistência de alguma inflexibilidade nas medidas de apoio à economia, nomeadamente quanto ao requisito de exigência da manutenção de postos de trabalho, que as empresas querem cumprir, mas nem sempre a dinâmica do mercado lhes permitirá alcançar tal objetivo”, considera-se ainda, em comunicado.

Para terminar, a “AEP realça a prorrogação, até nove meses, dos períodos de carência de capital das operações de crédito contratadas desde o início da pandemia que beneficiam de garantia mútua”, lembrando-se, contudo, “para a necessidade de assegurar o prolongamento desta e de outras medidas, nomeadamente as moratórias de crédito, enquanto os efeitos da pandemia perdurarem”.

FONTE: Revista Distribuição Hoje

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