Endividamento da economia bate novo recorde

22 janeiro 2021

Dívida das famílias, empresas e setor público aumentou em novembro para 742,8 mil milhões de euros.

São quatro meses consecutivos de recordes. O endividamento da economia aumentou em novembro para fixar um novo máximo. Ao todo, empresas, famílias e setor público deviam 742,8 mil milhões de euros no final de novembro último, segundo dados divulgados na quinta-feira pelo Banco de Portugal. Trata-se de uma subida de 2,1 mil milhões de euros.

Por detrás deste aumento está, sobretudo, o contributo da subida do endividamento do setor público, que teve um aumento mensal de 1,4 mil milhões de euros. Já o setor privado registou uma subida de 700 milhões de euros na dívida. "É normal que em dezembro e em janeiro se assista a mais do mesmo", disse Filipe Garcia, economista da IMF-Informação de Mercados Financeiros. "É um aumento que tem a ver sobretudo com endividamento para gestão dos gastos com a pandemia", frisou.

Segundo o Banco de Portugal, o aumento do "endividamento do setor público refletiu-se, sobretudo, no crescimento do endividamento face às próprias administrações públicas [2,4 mil milhões de euros] e face ao setor financeiro [1,0 mil milhões de euros]". "Estes aumentos foram parcialmente compensados pela redução do endividamento face ao exterior [2,0 mil milhões de euros]", adiantou numa nota de informação estatística.

O aumento do endividamento no país acontece numa altura em que Portugal atravessa uma das maiores crises económicas de sempre, devido às medidas adotadas no âmbito da epidemia do novo coronavírus.

No setor privado, "o endividamento dos particulares perante o setor financeiro registou um incremento de 0,4 mil milhões de euros". "Por sua vez, o endividamento das empresas aumentou 0,3 mil milhões de euros, refletindo a subida do endividamento face ao exterior de 0,4 mil milhões de euros, parcialmente compensada pela redução do endividamento face ao setor financeiro", referiu na mesma nota.

Filipe Garcia lembrou que há empresas e famílias com moratórias no crédito e que, portanto, não amortizam a sua dívida, o que contribui para a manutenção do nível de endividamento. "Mesmo que possam amortizar dívida, os agentes económicos não o estão a fazer por uma questão de prudência", afirmou. Mas alertou que "o stock de dívida não pára de aumentar" e que "pode tornar-se insustentável".

742,8 mil milhões é o novo recorde de endividamento da economia. O aumento de dívida no setor público é o principal motivo por detrás da subida.

FONTE: Jornal de Noticias

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