Zona Euro enfrenta mais um trimestre de contração económica

13 janeiro 2021

A Bloomberg Economics assume perspetivas pessimistas para a duração dos confinamentos e restrições e aponta agora para uma quebra do PIB de 4% nos primeiros três meses deste ano, quando antes estimava um crescimento de 1,3%.

Os economistas estão a efetuar revisões em baixa pronunciadas às suas estimativas de crescimento da economia europeia no primeiro trimestre, numa altura em que cada vez mais países avançam para confinamentos para travar a pandemia e a vacinação avança a um ritmo muito lento.

As perspetivas apontam agora para mais um trimestre de contração económica na Zona Euro, que acresce à evolução negativa que também se terá verificado no quarto trimestre de 2020.

O terceiro trimestre do ano passado terá assim sido o único de crescimento positivo desde o início da pandemia, sendo que o arranque em falso de 2021 poderá ameaçar as previsões otimistas de recuperação sustentada este ano face a uma contração sem precedentes em 2020.

Os indicadores de alta frequência analisados pela Bloomberg para medir o pulso à atividade económica mostram que a economia europeia recuperou na primeira semana do ano, com muitos trabalhadores a regressarem ao escritório.

Contudo, os indicadores estão ainda muito abaixo do mesmo nível de 2020 e as perspetivas são negativas, já que vários países decretaram a obrigatoriedade de grande parte da população ficar em casa. Os confinamentos e a vacinação lenta "não estão a ajudar", diz Katharina Utermoehl, economista sénior da Allianz. "As restrições prolongadas, que começaram por ser brandas, são o grande problema".

A Bloomberg Economics assume perspetivas pessimistas para a duração dos confinamentos e restrições e aponta agora para uma quebra do PIB de 4% nos primeiros três meses deste ano, quando antes estimava um crescimento de 1,3%.

O JPMorgan estima uma contração de 1% no PIB do primeiro trimestre, quando antes antecipava um crescimento de 2%. Para o quarto trimestre está à espera que seja anunciada uma quebra de 9%.

O UBS estima uma quebra mais contida no primeiro trimestre de 2021 (-0,4%), sendo que antes também estava à espera de uma recuperação mais forte (2,4%). Já o Goldman Sachs aponta para uma contração leve, mas alerta para a grande incerteza e "riscos de mais revisões em baixa".

Além do impacto da pandemia, a economia europeia também será penalizada este trimestre pelo Brexit. A saída do Reino Unido do mercado único europeu contribuirá para que a economia europeia só em 2023 consiga regressar aos níveis pré-pandemia, estima o ING. "2021 está a começar com o pé esquerdo", diz o economista-chefe do banco holandês, Peter Vanden House, salientando que "o início da campanha de vacinação tem sido lento e por vezes caótico".

A generalidade dos economistas aponta agora o segundo trimestre deste ano como o verdadeiro ponto de partida da recuperação da economia europeia, pois nessa altura já uma parte considerável da população terá sido vacinada. E que pelo menos numa fase inicial a retoma seja célere, já que os períodos de confinamento deverão ficar para trás e as restrições à mobilidade aliviadas. Também nessa altura o dinheiro do fundo de recuperação da União Europeia já deverá começar a ter efeitos na atividade económica.

FONTE: Jornal de Negócios

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