Portugueses são dos que mais saem para trabalhar UE

13 janeiro 2021

Portugal foi um dos cinco países da União Europeia (UE) de onde saíram mais trabalhadores para outro Estado-membro em 2019, para outros como França e Alemanha, a maioria altamente qualificados, segundo um relatório da Comissão Europeia.

Em causa está o Relatório Anual da Mobilidade Laboral Intra-UE de 2020, hoje publicado e com base nos mais recentes dados estatísticos disponíveis, que indica que “Roménia, Polónia, Itália, Portugal e Bulgária continuaram a ser os cinco principais países de origem” de trabalhadores em 2019.

Em concreto, estes cinco Estados-membros foram, nesse ano, “a origem de 58% das pessoas em mobilidade” laboral para outro país da UE.

Portugal é também mencionado no relatório como um dos principais países de origem de trabalhadores altamente qualificados, de áreas como negócios e administração, ciência e engenharia ou ensino.

“O grupo de trabalhadores altamente qualificados [em mobilidade laboral] em comparação com os altamente qualificados no país de origem é maior entre os romenos (22%), búlgaros (13%), portugueses (10%) e polacos (8%)”, precisa o documento.

No que toca aos principais países de destino dos portugueses em mobilidade laboral na UE, foram França, Alemanha e Espanha. Desta lista faz também parte o Reino Unido, que deixou a União Europeia no final de janeiro de 2020.

Ao todo, em 2019, havia 17,9 milhões de cidadãos europeus em mobilidade laboral noutro país da UE, dos quais 13 milhões estavam em idade ativa (20-64 anos), de acordo com o relatório, que cita números do gabinete estatístico, o Eurostat.

Isto significa que a mobilidade laboral continuou a crescer em 2019, mas a um ritmo mais lento em comparação com os anos anteriores (compara com 17,6 milhões de 2018).

A Comissão Europeia observa que “as pessoas em idade ativa têm maior probabilidade de se deslocarem no início das suas carreiras”, sendo que “a probabilidade de se deslocarem diminui com a idade”.

“Com a população mais jovem a diminuir também nos países de origem, isto pode implicar uma diminuição dos fluxos de mobilidade”, adianta a instituição no relatório.

FONTE: Jornal Económico

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