Número de desempregados inscritos no IEFP diminui

20 novembro 2020

O número de desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) caiu 1,6% em outubro face a setembro. Há três meses consecutivos que o universo de desempregados estava a aumentar. Ainda assim e de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira, em outubro, o número de inscritos cresceu 34,5% face a mesmo mês de 2019. São, atualmente, 403.554.

“No fim do mês de outubro de 2020, estavam registados nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas 403.554 indivíduos desempregados. O total de desempregados registados no país foi superior face ao verificado no mesmo mês de 2019 (+103.535 indivíduos; +34,5%) e inferior face ao mês anterior (-6.620 indivíduos; -1,6%)”, explica o IEFP, na nota estatística divulgada esta quarta-feira.

De acordo com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o referido recuo em cadeia traduz a “tendência de estabilização das variações mensais face a março, abril e maio”, meses que ficaram marcados por um agravamento do número de desempregados causado pelo impacto da pandemia de coronavírus na economia.

A trajetória de aumento do número de desempregados foi interrompida em junho, mês em que se verificou um recuo em cadeia 0,6%, mas acabou por ser retomada logo em julho. Assim, há três meses consecutivos que o número de inscritos no IEFP estava a aumentar, representando os dados de outubro uma inversão nessa evolução.

De notar que, em outubro face a setembro, o número de desempregados inscritos no IEFP encolheu em todas as regiões de Portugal continental, exceto uma: a do Algarve. No norte, verificou-se uma queda de 2,3%, no centro de 4,1%, em Lisboa e Vale do Tejo de 2,3% e no Alentejo de 3,4%. Pelo contrário, no Algarve, o universo de desempregados cresceu 13%.

Face ao período homólogo, todas as regiões do país registaram aumentos do número de desempregados, exceto os Açores, onde se verificou um recuo de 0,8%. Entre as subidas, destacou-se o Algarve com um salto de 134,2%. O emprego nesta região tem sido fortemente prejudicado pela pandemia de coronavírus, já que está muito ligado ao turismo, setor que continua a sofrer significativamente por causa da pandemia de coronavírus.

Na nota divulgada esta manhã, o IEFP sublinha ainda que, face ao período homólogo, o desemprego aumentou nos três setores de atividade económica, ainda que o do serviços se tenha destacado com uma subida de 42,3%. E dentro desse setor, foram as atividades de alojamento, restauração e similares a verificar um agravamento mais significativo. Em causa está uma subida de 83,1% do número de desempregados.

Numa nota mais positiva, em outubro, o IEFP conseguiu captar 11.158 ofertas de emprego, mais 5,2% do que no mês homólogo. E a taxa de cobertura de prestações de desemprego atingiu os 55,5%, ficando acima dos 52,5% registados em outubro de 2019.

Para mitigar a escalada do desemprego provocada pela pandemia de coronavírus, o Governo lançou logo em março o lay-off simplificado, para apoiar a manutenção dos postos de trabalho. Em agosto, esse regime foi “substituído” pelo apoio à retoma progressiva, que o Executivo já disse que quer prolongar, pelo menos, para o primeiro semestre de 2021.

FONTE: ECO Economia Online

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