Esperam-se transformações positivas no pós-pandemia

28 outubro 2020

Os portugueses estão moderadamente otimistas e esperam que o impacto da pandemia, na proteção da saúde ou na sustentabilidade, se transformem em mudanças positivas no futuro, revela estudo.

O “Observatório de Tendências”, um estudo desenvolvido pelo Grupo Ageas Portugal e a Eurogroup Consulting Portugal, revela que os portugueses têm um nível de otimismo moderado face ao momento que estamos a viver e demonstram vontade de ver efeitos positivos nas transformações geradas pela pandemia, nomeadamente na proteção da saúde, na alimentação mais saudável, no consumo mais sustentável e no uso da tecnologia.

Numa perspetiva, essa confiança aumenta, principalmente para os homens, revela o inquérito. O estudo teve como ponto de partida a resposta à pergunta “Como é que a crise sanitária e económica que enfrentamos influenciará o consumo, hábitos de vida e de trabalho de cada um de nós?”, e reuniu respostas de 1.744 pessoas inquiridas entre 9 e 23 de setembro de 2020.

Portugueses querem mudanças no pós-pandemia
De acordo com as respostas dos inquiridos, o estudo revela oito grandes tendências: o desejo de sonhar, uma maior consciência e solidariedade, receio e antecipação de transformações positivas, solidariedade, preocupação com a saúde, transformação no mundo do trabalho e, por fim, o aparecimento do novo conceito de casa como o centro do mundo.

Estudos revelam que os portugueses entre os mais pessimistas da União Europeia relativamente à recuperação económica no pós-pandemia, mas o Observatório de Tendências refere-se a um “otimismo moderado” dos portugueses face ao contexto atual. Numa escala de 0 a 10, os portugueses demonstram um nível de otimismo moderado — com uma média de 6,11 — face ao momento que estamos a viver.

Numa perspetiva futura, o otimismo aumenta (uma média de 6,30 pontos), com os homens a verem um futuro com mais confiança do que as mulheres. Ainda assim, este nível de otimismo fica aquém da média dos países da América do Sul (6,43) e da Europa do Norte (6,78).

Cerca de metade (52%) dos inquiridos portugueses responde também que está adaptado ao contexto da pandemia, contra os 42% que referem “estar desconfortáveis” e os 25% que dizem “ter muitas dúvidas”.

No que diz respeito ao pós-pandemia, o inquérito revela que 32% dos inquiridos admite que a saúde passou a estar no topo das suas preocupações para os próximos meses, a par da redução de rendimentos (21%) e o risco de violência/conflitos sociais (19%). A incerteza laboral (12%) e a educação das crianças (10%) encontram-se logo a seguir. Neste contexto, apenas 4% dos inquiridos referiu não ter qualquer receio.

Saúde e sustentabilidade no topo das prioridades
De acordo com o “Observatório de Tendências”, as principais transformações positivas que os inquiridos esperam ver evoluir no futuro são a proteção na área da saúde, uma alimentação mais saudável e o consumo de produtos locais e ainda o apoio da tecnologia. Metade dos inquiridos defende que o Governo deve focar-se na saúde em primeiro lugar, seguindo-se a equidade e justiça, o crescimento e o ambiente.

“Em resumo, e apesar de ser um momento de muitas dúvidas, no qual as pessoas se encontram num estado de adaptação ainda parcial, o momento de crise pandémica que estamos a atravessar desperta uma série de aspirações para transformações positivas, que tocam dois níveis. O primeiro, da camada mais profunda dos indivíduos, nomeadamente os seus valores, as suas prioridades e necessidades (…)”

“O segundo da camada dos comportamentos sociais, essencialmente, a casa como centro das nossas vidas, o consumo mais racional e mais consciente, a relação com o ambiente e uma prática mais sistemática de gestos para a sustentabilidade e a transformação duradoura do trabalho, apoiada na tecnologia e no desenvolvimento de competências”, lê-se no comunicado.

O confinamento parece estar a abrir caminho para um comportamento mais sustentável, já que 50% dos inquiridos afirma ter feito alterações estruturais no que diz respeito à reciclagem, reutilização e redução do consumo e do uso de plástico. A compra de carro foi a decisão mais frequentemente adiada, tal como como a compra de casa, refere o estudo.

Questionados sobre o comportamento coletivo durante este período, dois terços dos inquiridos consideram que o tempo de confinamento gerou um movimento positivo de responsabilidade e de ajuda mútua. Por outro lado, 34% da camada mais jovem considera que houve irresponsabilidade e mais comportamentos individualistas.

Ao longo do período de confinamento, os inquiridos revelam ter sentido falta de encontros com a família e amigos (26%), de viagens (15%) e atividades culturais (13%). Cuidar da família é o fator mais importante para 26% dos inquiridos, assim como a melhoria do estilo de vida (20%) e os encontros sociais (19%).

FONTE: ECO Economia Online

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