“Graças à inovação na agricultura, Portugal reduziu o seu défice alimentar”

25 setembro 2020

O primeiro-ministro esteve presente por videoconferência na apresentação do ‘Ambição Agro 2020-30’, e fez questão de frisar que a agricultura é uma atividade virada para o futuro e não do passado.

“Foi graças à inovação na agricultura que Portugal reduziu em 400 milhões de euros o seu défice alimentar”. Foi desta forma que António Costa abordou o programa da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), o ‘Ambição Agro 2020-30’, que esta quinta-feira, 24 de setembro é apresentado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Por se encontrar numa reunião do Conselho Europeu (CE) em Bruxelas, o primeiro-ministro acabou por participar através de vídeoconferência começando por deixar um agradecimento ao setor agrícola. “Para tentar travar a pandemia tivemos de pedir a muitos de nós que ficassem em casa, mas a outros tivemos de pedir que não parassem e se mantivessem em atividade. Quero agradecer aos agricultores portugueses a sua capacidade para garantirem que nada faltasse na mesa dos portugueses”, afirmou.

António Costa definiu este programa da CAP em três vertentes: sustentabilidade, inovação e exportação. “No que se refere à sustentabilidade, sabemos que alterações climáticas são uma realidade. O nosso país é afetado por diversas mutações do clima e que há uns anos eram impensáveis. Só de braços dados podemos para um olhar futuro prosperidade”, referiu.

Sobre a inovação, o primeiro-ministro relembrou que foi esta a permitir ao longo da última década que as exportações no setor agroalimentar tivessem crescido em média 5% ao ano.

No que diz respeito às exportações, António Costa frisou que em 2019, as exportações do setor agrícola representavam 11% da totalidade das exportações de bens em Portugal, exportando para 185 mercados, 50 abertos nos últimos cinco anos.

“Isto só é possível colocando a inovação no centro do processo produtivo e acabando com o velho mito de que a agricultura é uma atividade do passado, muito pelo contrário é uma atividade do futuro”, sublinhou o primeiro-ministro.

FONTE: Jornal Económico

 

 

 

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