Governo estende moratórias no crédito até setembro de 2021

25 setembro 2020

A extensão por mais 6 meses na moratória pública do crédito aplica-se apenas ao capital na globalidade dos casos. Nos empréstimo às famílias é válida tanto para a componente do capital como dos juros.

As famílias e as empresas afetadas pela crise e que pedirem uma suspensão temporária nos empréstimos dos bancos só voltarão a ter de pagar as prestações depois de 30 de setembro de 2021. O Governo aprovou uma extensão da moratória no crédito por mais seis meses, para além do final de março do próximo ano.

“As medidas excecionais de proteção dos créditos das famílias, empresas, instituições particulares de solidariedade social, e demais entidades da economia social, passam a vigorar até 30 de setembro de 2021”, diz o comunicado do Conselho de Ministros desta quinta-feira.

“Prorroga-se a moratória de prestações de capital até 30 de setembro de 2021”, explicou o ministro de Estado e da Economia, Siza Vieira, durante a conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, referindo-se às “suspensões de pagamento de capital que estavam a vigorar até 31 de março”.

“A partir de 30 de março, suspende apenas o reembolso de capital na generalidade dos casos, até 31.09.2021”, explicou ao ECO fonte oficial do Ministério da Economia, adiantando ainda que o regime, “no caso do crédito à habitação e do crédito ao consumo para formação, suspende o reembolso de capital e os juros até 30.09.2021″.

Ou seja, as famílias continuam a beneficiar da suspensão tanto do pagamento da parcela respeitante ao capital em dívida como dos juros do empréstimo enquanto durar a moratória.

Siza Vieira adiantou ainda durante a conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros que “eelativamente a um conjunto de setores particularmente afetados — turismo, cultura e social — acrescentam-se duas matérias particulares: são suspensas as prestações de juros que as empresas nestes setores têm de pagar; em segundo lugar, estende-se por mais 12 meses o prazo em que as obrigações de capital devem ser cumpridas”.

Trata-se da segunda vez que o Governo estende o prazo desta medida de apoio, desde o anúncio no final de março da disponibilização de uma moratória no crédito para ajudar as famílias e empresas a fazer face às quebras de rendimento resultantes da pandemia.

FONTE: ECO Economia Online

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