Pedidos de subsídio de desemprego por jovens aumentam

28 maio 2020

O número de trabalhadores jovens a recorrer ao subsídio de desemprego disparou em abril, mês em que o registo de desempregados em centros de emprego de todo o país tocou um máximo de dois anos, com mais de 392 mil inscritos, na sequência da pandemia que fez travar o país e precipitou milhares de empresas para a crise.

Nesse mês, os subsídios de desemprego pagos pela Segurança Social dispararam, com 197.949 subsídios pagos, mais 17% do que há um ano. E, num momento em que não há ainda dados fechados e descritivos dos grupos mais afetados pelo desemprego, é possível ver que são os jovens que mais estão a fazer subir o número das prestações pagas a quem perde o emprego e cumpre os requisitos mínimos de descontos efetuados para aceder ao apoio.

As estatísticas de abril da Segurança Social evidenciam que entre quem tem até 24 anos o aumento no recurso ao subsídio foi de 52%, comparando com o mesmo mês do ano anterior. Já na faixa dos 25 aos 34 anos a subida foi de 33%, e entre os 35 e os 44 anos houve um aumento de 20%. Entre os 45 e os 54 anos, o aumento foi de 17%.

Os dados mostram também que, apesar de ter havido prorrogação automática extraordinária de subsídio de desemprego durante o estado de emergência, caíram os números de subsídio social de desemprego de que se pode socorrer quem está no desemprego de longa duração ou não cumpre períodos mínimos de garantia necessários para o subsídio de desemprego. Em abril, a Segurança Social só contou 19.128 destas prestações pagas, menos 11,3% que no ano anterior.

Precários primeiro
Historicamente, e do balanço da última crise, resultou a noção de que os trabalhadores com menos qualificações, mais velhos, e também aqueles que têm os vínculos mais precários, onde prevalecem os trabalhadores mais jovens, são os primeiros atingidos pelo aumento do desemprego.

Os dados do INE de março já apontam, aliás, nessa direção, ainda que a taxa de desemprego se tenha mantido nos 6,7%. Os contratados a prazo foram os primeiros a ser afastados do mercado de trabalho, e logo nos primeiros dias do estado de emergência, ainda antes do final de março.

No primeiro trimestre, a percentagem de contratos a prazo no total da população empregada estava em 15,8%, uma quebra face aos 17,3% do final de 2019, e ainda mais relativamente aos 18,2% de 2018, nos cálculos do JN/Dinheiro Vivo com base no último inquérito ao emprego do INE.

Mas, a redução da precariedade terá passado essencialmente pela não renovação de contratos a prazo. Ou seja, pelo desemprego. Havia em março menos 63.600 contratados a prazo, quando no trimestre o emprego reduziu globalmente.

FONTE: Jornal de Noticias

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