Empresas portuguesas alcançaram suas metas definidas para 2019

13 fevereiro 2020

47% das empresas alcançou os objetivos o ano passado e 22% superou-os, diz estudo desenvolvido pelo Kaizen Institute que reúne a opinião de mais de 200 administradores de médias e grandes empresas.

2019 foi um ano de desafios. Abrandamento da economia, Brexit, mas também o coronavírus na China, além de ter sido marcado por uma profunda transformação digital na indústria. Ainda assim, as empresas nacionais estiveram à altura. A maioria conseguiu alcançar as metas estabelecidas ou mesmo superá-las, de acordo com o Barómetro Kaizen.

47% das 200 empresas inquiridas — universo empresarial que representa 35% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional — conseguiu alcançar os objetivos definidos no seu plano estratégico e 22% das empresas viram esses objetivos a ser ultrapassados — só 31% das empresas que ficou aquém de alcançar as metas estabelecidas para 2019.

Apesar do resultado positivo, o abrandamento da economia mundial condicionou — 65% dos gestores apontaram-no como principal fator externo a influenciar o negócio –, seguido de outros fatores (34%) e da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China (29%).

Ainda assim, mais de metade (52%) das empresas viram o EBITDA a crescer, 38% a estabilizar e 10% a decrescer, com muito do negócio a ser feito nos mercados internacionais. 52% das empresas revelaram que o valor das exportações foi muito similar ao ano anterior, 23% diz que este valor foi superior em 2019 em menos de 10%, 20% afirma que foi superior a mais de 10% e 5% considera que as exportações ficaram aquém.

Digitalização? Sim, mas…
Além de fatores económicos, a atividade das empresas é cada vez mais impactada pela digitalização. E assiste-se, atualmente, a uma transformação digital na indústria, mas os empresários portugueses não estão muito preocupados com os seus impactos.

“Atualmente, são as empresas tecnológicas que lideram a economia mundial. Se olharmos para o ranking das empresas constatamos que até 2011/2012 no top 5 estavam empresas de banca e retalho, hoje no top 5 estão empresas de cariz tecnológico, como a Microsoft, Amazon, Alphabet entre outras”, diz António Costa, senior partner do Kaizen Institute Western Europe.

No estudo, 66% dos inquiridos diz que o investimento em digitalização teve um impacto moderado nos resultados da empresa, contra 22% que considera que o impacto da digitalização foi elevado. Os restantes inquiridos consideram que a digitalização teve um impacto nulo (6%) ou que não houve investimento nesta área (6%).

A nível de planeamento e implementação estratégica nas empresa, 71% dos inquiridos considera ter um processo robusto, eficaz e com resultados, 26% considera ter um processo pouco robusto e com taxa baixa de concretização da estratégia e 3% diz, até à data, diz ter um processo ineficaz.

Há otimismo para 2020
Com 2019 para trás, os gestores entraram em 2020 com confiança. Segundo o Barómetro Kaizen, houve um ligeiro aumento no grau de confiança dos gestores face à economia nacional quando comparado com o ano de 2018. O grau de confiança situa-se nos 12,1, numa escala de 0 a 20. Um número mais risonho quando comparado com o ano de 2013 onde a confiança na economia ficou nos 8,8%, um valor que está intimidante ligado à crise económica e à chegada da Troika a Portugal.

Em relação ao excedente orçamental previsto pelo Governo para este ano, 65% dos inquiridos concorda com a opção do Executivo, contra 35%. Os inquiridos que estão contra este excedente consideram que o objetivo devia ser secundarizado em favor da redução da carga fiscal para as empresas, aumento do investimento em infraestruturas e serviços que permitam tornar o país mais competitivo e apostar na redução dos encargos e aumento dos benefícios fiscais para os contribuintes.

FONTE: ECO Economia Online

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