INE confirma abrandamento da economia no terceiro trimestre

02 dezembro 2019

O INE confirmou o abrandamento da economia no terceiro trimestre para 0,3%, o ritmo de crescimento mais baixo desde o segundo trimestre de 2016. Consumo salva economia da estagnação.

O Instituto Nacional de Estatística confirmou esta sexta-feira que a economia cresceu 0,3% no terceiro trimestre, face ao segundo trimestre do ano, metade do ritmo de crescimento verificado nos primeiros dois trimestres do ano. Em termos trimestrais, a economia não crescia tão pouco desde o segundo trimestre de 2016, nos primeiros seis meses de governação de António Costa. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a economia está a crescer 1,9%, em linha com a previsão do Governo para a totalidade do ano.

De acordo com o INE, face ao trimestre imediatamente anterior, foi a aceleração da procura interna que permitiu à economia continuar a apresentar taxas de crescimento. Sem a aceleração do contributo da procura interna para o PIB, a economia teria estagnado, nas contas do INE.

Para isto muito se deve o aumento expressivo das despesas de consumo das famílias com bens duradouros, que quadruplicou o ritmo de crescimento face ao segundo trimestre, juntamente com um quase duplicação do ritmo de crescimento das despesas com bens não duradouros e serviços.

O investimento abrandou e terminou o terceiro trimestre a crescer 1% face ao trimestre anterior, um valor justificado pela variação de existências (acumulação de stocks). Retirando esta componente, a variação em cadeia do investimento (formação bruta de capital fixo) já tinha sido negativa no segundo trimestre (-0,1%), e piorou significativamente no terceiro trimestre, com uma queda de 1,4%.

A conjuntura internacional também está a pesar na evolução da economia, e de forma cada vez mais pronunciada. No segundo trimestre, a procura externa líquida dirigida à economia portuguesa tinha tido um impacto nulo no PIB, mas no terceiro trimestre passou a ser negativo em 0,6%.

Em termos homólogos a economia cresceu 1,9%, em linha com a previsão do Governo para a totalidade do ano, mas com a revisão operada pelo INE no valor do PIB para os anos anteriores esta taxa de crescimento é, como acontece na variação trimestre a trimestre, a mais baixa desde o segundo trimestre de 2016.

FONTE: ECO Economia Online

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