Continente Food Lab: a inovação nos supermercados da Sonae

12 agosto 2019

Os consumidores querem comer melhor e de forma mais sustentável para o planeta. Para responder a estas novas exigências, a marca de distribuição da Sonae apresentou esta semana ao mercado o Continente Food Lab, uma nova área nos hipermercados onde será possível experimentar novos produtos alimentares.

Quem nestes dias foi às compras às lojas Continente no Centro Comercial Colombo, em Lisboa ou em Matosinhos, encontrou um novo espaço no hipermercado, bem no meio de um dos corredores principais. A sinalização indica que se trata do “Continente Food Lab” https://foodlab.continente.pt/ e apresenta-se como mais que uma nova área alimentar. Aqui vão ser colocados à venda produtos inovadores quer na sua composição quer no que representam para o planeta em termos de sustentabilidade. Para já, são cinco mas a expectativa é que o número aumente e que os consumidores possam interagir com novas propostas alimentares.

Não há uma data precisa para quando o projeto começou, mas ao longo dos últimos quatro anos as equipas de inovação e de marca própria da Sonae MC, empresa que detém os hipermercados Continente, aperceberam-se que estavam a acontecer várias mudanças no comportamento das pessoas face aos alimentos. Nuno Gama, diretor de inovação da Sonae MC, e Ana Alves, diretora de marca própria da cadeira de distribuição, trabalharam juntos ao longo desde então para desenhar o que agora se concretizou no Continente Food Lab, um espaço e um conceito que convida os consumidores a “descobrir e experimentar hoje os produtos de amanhã”.

Mas comecemos pelos produtos. A nova área incluiu na sua oferta hambúrgueres, salsichas, vinho, cerveja e limonada. O que é que isso tem de novo, é uma pergunta legítima se só os apresentarmos assim. Mas se acrescentarmos que são hambúrgueres sem carne, salsichas de ovo, vinho sem álcool, cerveja feita a partir de pão e uma limonada que é refrigerante mas biológico, começamos a aproximarmo-nos deste novo cabaz. “Vimos que estava a acontecer uma transformação de grande dimensão naquilo que era a alimentação, quer face àquilo que é produzido, quer face ao que é procurado pelas pessoas”, conta Nuno Gama.

E porque é que foram estes produtos os eleitos? Aqui começa o outro lado da história, que é o da preparação, da experimentação, dos testes antes da decisão. “Quando estamos à procura de desenvolver produtos temos de perceber ‘what’s next’ e tentamos perceber o que vem a seguir. A inovação dizia “devíamos começar a olhar para aqui”, entre umas coisas e outras, sendo que de uma forma transversal escolhemos produtos que nos ajudam a comer melhor e/ou que são melhores para o planeta”, explica Ana Alves. Portanto, nutrição saudável e sustentabilidade - é por aqui que foram. “Estes dois motores trouxeram às nossas mãos uma panóplia de produtos, startups e ideias, alguns que ainda não eram o produto como é caso da salsicha de ovo”. Já agora, a salsicha de ovo é uma inovação made in Portugal.

Lançar produtos novos é uma rotina no Continente - por ano, são lançados 350, quase um por dia. Mas, com estes produtos, tanto a equipa de marca como a de inovação, queriam que houvesse uma história para contar. Porque essa pode ser a grande diferença entre um produto que não vence na prateleira e outro que se torna um sucesso de caixa. “O que percebemos foi que alguns dos produtos que tentámos lançar em marca própria, ou porque vão antes de tempo ou porque não têm uma explicação por trás, quando entram na prateleira, morrem. A cerveja, por exemplo, se eu não souber que além de ser feita de pão, além de ser artesanal, tem uma lógica de circularidade, porque aproveitamos aquele pão que ainda está em condições de ser consumido, mas já não comercializamos, para a fabricar, se eu não for capaz de explicar isto, vai-se perder no meio do linear das cervejas, vai ser apenas mais uma cerveja”, exemplifica Ana Alves.

A solução para que a cerveja não fosse mais uma, tal como o vinho ou qualquer um dos outros passou pela criação de um sítio dedicado na loja, onde a história fosse contada, onde se pudessem fazer degustações. “Foi assim que começámos a materializar e chamámos-lhe várias coisas, até que se fechou “Food Lab ”, porque há muito de laboratório por trás disto, há muita investigação por trás da tentativa-erro”.

A escolha dos produtos de estreia desta nova área levou ainda em conta um outro critério, o da validação comercial. “Temos de perceber se é um produto com um preço de venda ao público minimamente aceitável para conseguir colocá-lo à venda”.

Do ponto de vista da estratégia da marca Continente, esta é uma área central. “Este é o pipeline que vai alimentar a inovação, temos de perceber onde é que vamos investir, em que áreas vamos investir, e por onde é que vamos direcionar os nossos esforços no sentido de procurar produtos. Temos consciência de que se nos limitarmos a lançar o que o resto do mercado lança, seremos sempre seguidores e não é essa a nossa visão”, afirma Nuno Gama.

Sobre os produtos propriamente ditos, o que neste momento é garantido é que o leque vai alargar, seja através de representações de produtos que existem já noutros mercados, seja através de produtos que estão a ser cridos de raiz nas universidades, em startups ou em produtores que apostam em inovação. E sim, afirmam os dois responsáveis do Continente, com a consciência que uns irão correr bem e outros não, mas também que o poder de uma empresa com o impacto que a cadeia tem no mercado pode fazer a diferença. “Nós podemos dar um bocadinho esse suporte, às vezes é a alavanca que eles precisam, é ter um braço que lhes diga ‘vou manter este produto à venda durante x tempo’. Às vezes é o suficiente para se manterem vivos”, sublinham.

Mas, o conceito do “Continente Food Lab” é de experimentação e de co-desenvolvimento de gama, o que significa que no final, como em todos os outros produtos, quem ditará a sorte de cada inovação será o cliente. Ou seja, serão lançados, experimentalmente, produtos diferenciadores e exclusivos, identificados com selo distintivo “Continente Food Lab” e a aceitação pelos clientes ditará a sua integração ou não na gama permanente.

Os cinco que entram no supermercado
Os primeiros produtos lançados na área Continente Food Lab , disponíveis nas lojas do Colombo e Matosinhos, são o Beyond Burger, Salsichas de Ovo, Lemon’Mate, Dom Rosato Free e Bread Beer. O SAPO24 experimentou os hambúrgueres, as salsichas e a cerveja e sobre estes três a primeira nota a partilhar é que sabem a hambúrgueres / salsichas / cerveja - o que significa que não será a barreira do desconhecido o problema. Cada um tem uma história e origem diferentes cujas notas foram enviadas pelo Continente.

O Beyond Burger é, do ponto de vista de notoriedade internacional, a estrela da companhia. O produto, descrito como um “hambúrguer pioneiro no mundo” foi já adotado por outros retalhistas e cadeias de restauração internacionais, nos Estados Unidos da América, Reino Unido e Alemanha, e segundo o Continente, “tem se revelado um verdadeiro sucesso, com elevado volume de vendas, porque a experiência sensorial é de facto fantástica”. É produzido com ingredientes de origem vegetal e não contém OGMs, soja ou glúten e é rico em proteína. Em Portugal, o Continente é o primeiro operador de hipermercados e supermercados a ter o produto á venda.

As Salsichas de Ovo são um produto vegetariano elaborado à base de proteína da clara de ovo com vegetais e especiarias. Como principal característica é o facto de manterem uma aparência e sabor semelhante a uma salsicha convencional.

O Lemon’Mate chega ao hipermercado diretamente do mundo das startups, tendo sido o vencedor da primeira edição do “From-Start-to-Table”, um programa de aceleração da Startup Lisboa. É um refrigerante biológico, feito a partir de sumo de limão concentrado, extrato de folhas de chá mate e cafeína, inteiramente produzido em Portugal. Entre as suas propriedades, a bebida contém 17 aminoácidos, 11 minerais e seis vitaminas incluindo antioxidantes.

O Dom Rosato Free é um vinho rosé sem álcool. Produzido em Portugal pelas caves José Maria da Fonseca é uma proposta para aqueles que querem uma opção de vinho mais saudável e fresco, especialmente procurados em tempo de verão.

A Bread Beer é uma cerveja produzida com base nos excedentes de pão recolhidos nas lojas Continente sendo a única cerveja de pão portuguesa. Além de combater o desperdício alimentar por ser um produto de economia circular, é uma cerveja artesanal de referência em Portugal, produzida pela Vadia.

Além da presença em loja, os produtos integram também a oferta online do Continente.

FONTE: SAPO24

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