Empresas portuguesas pagam com atraso aos fornecedores

15 maio 2019

O tecido empresarial português é relapso nos pagamentos. 86% das empresas paga fora do prazo. O atraso médio está nos 28 dias

Quatro em cada cinco empresas portuguesas não cumpre os prazos de pagamento. Para ser mais preciso, o rácio é de 86% (ou seja quase 9 em cada 10), de acordo com o barómetro Informa D&B divulgado esta terça-feira.

Segundo a consultora, a vontade de pagar a horas não registou uma evolução favorável nos primeiros meses de 2019. O comportamento das empresas manteve-se relapso e ao arrepio da cultura em vigor na generalidade dos países europeus.

No final de abril, 86% das empresas portuguesas pagavam com atraso aos fornecedores, um registo que tem vindo a degradar-se.

Os números da D&B atestam a evolução desfavorável. Se em 2016, 17,4% das empresas eram cumpridoras, em 2017 a percentagem reduziu-se para 16% e fechou 2018 com 14,2%.

A média do atraso é agora de 28,7 dias. Em fevereiro o atraso estava pior: 28,8 dias. Mas, o indicador está em alta e é dos mais elevados desde 2015.

A grande maioria das empresas (65,4%) paga com um atraso até 30 dias. A percentagem de empresas com atrasos superiores a 90 dias é de 9,4%.

Segundo o barómetro, o atraso nos pagamentos a fornecedores é um fenómeno transversal a todas as regiões do país e a todos os ramos de atividade. Mas os setores de tecnologia e retalho destacam-se pelo grau de cumprimento, enquanto transportes e restauração estão do lado mais relapso.

Este comportamento choca "com a tendência da maioria dos outros países" em que o número de empresas incumpridoras, nos últimos 10 anos, registou uma acentuada redução.

Na Europa, a média das empresas que pagam dentro dos prazos é de 41%. Por exemplo, em França, esse valor é mesmo superior: 43%.

A redução dos prazos de pagamento aos fornecedores, diz a D&B, "é uma das estratégias do governo francês para promover a competitividade das empresas, nomeadamente através da obrigação de faturação eletrónica" que até 2020 se estenderá ao universo de micro-empresas. Além disso, o governo francês "estabeleceu um regime de penalizações para empresas incumpridoras".

FONTE: Expresso

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