O Impacto da Inteligência Artificial nas Organizações Portuguesas

14 setembro 2018

A CIONET apresentou o relatório “O Impacto da Inteligência Artificial nas Organizações Portuguesas”, resultante de um inquérito realizado junto da comunidade de CIO, CTO e IT Directors portugueses.

A CIONET Portugal procurou compreender qual o impacto da Inteligência Artificial (IA) nas empresas e vários sectores portugueses. Um dos dados mais relevantes deste estudo indica que 34,6% dos inquiridos estarão a utilizar uma solução de IA em menos de um ano. Actualmente, 39% dos inquiridos afirmam que a sua organização já está a utilizar algum tipo de ferramenta de Inteligência Artificial nas suas operações diárias.

Segundo o inquérito da CIONET Portugal, os inquiridos afirmam que Machine Learning e Chat Bots serão as soluções de IA que a sua organização irá implementar de forma mais recorrente. Machine Learning é a ferramenta de IA mais reconhecida pelas empresas portuguesas; 94% das organizações referem que irão aplicar este tipo de solução de forma mais recorrente.

Simultaneamente, os inquiridos afirmam que a Inteligência Artificial poderá ter outro tipo de impacto nas suas organizações, como automatização de infraestruturas, IA ligada a Internet of Things (IoT) ou mesmo no apoio ao diagnóstico num hospital, por exemplo.

Com o crescimento da Inteligência Artificial, aumenta a incerteza de que os postos de trabalho possam diminuir. O estudo realizado pela CIONET aponta que a IA poderá ter um impacto liquido positivo de 15,1% na empregabilidade portuguesa. Este número resulta da diferença entre o aumento dos actuais postos de trabalho, aliado à criação de novas funções e a perda de postos de trabalho resultantes deste novo paradigma.

“É apenas uma questão de tempo até que a Inteligência Artificial seja comummente utilizada pelas empresas portuguesas nas suas operações diárias”, indicou Rui Serapicos, Managing Partner da CIONET Portugal. “O grande desafio neste contexto passa por converter as profissões de baixa empregabilidade em novos empregos na área de Inteligência Artificial; enquanto não se conseguir formar talento em IA, será difícil que a taxa de desemprego desça significativamente”.

FONTE: Jornal Económico

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