Crédito a empresas está mais caro e volume de empréstimos caiu

13 junho 2018

Para os particulares em abril foram emprestados 783 milhões de euros para a compra de casa, o maior valor desde mês desde 2010, e os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 139,9 mil milhões no final de abril de 2018, o valor mais alto desde outubro de 2016.

Os dados do Banco de Portugal espelhados nas notas de Informação Estatística: “Empréstimos e depósitos bancários e Taxas de juro de novas operações de empréstimos e depósitos”, relativos abril de 2018, dizem que nesse mês, os empréstimos concedidos pelos bancos a sociedades não financeiras (empresas) apresentaram uma taxa de variação anual de -1,0%, o que traduz uma redução de 0,5 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior.

Também em abril de 2018, a taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras (empresas) foi de 2,55%, o que traduz um aumento de 14 pontos base (p.b.) face ao mês anterior. Esta subida refletiu o aumento das taxas de juro, tanto no segmento das operações abaixo de 1 milhão de euros (8 p.b. para 2,88%), como no das operações acima de 1 milhão de euros (23 p.b. para 2,09%).

Se para as empresas o crédito ficou mais caro em abril e os empréstimos a empresas caíram, no crédito a particulares os juros caíram e o crédito subiu.

A taxa de variação anual dos empréstimos a particulares (habitação) foi de -1,4%, que compara com -1,5% registados em março.

Nesse mês foram emprestados 783 milhões de euros para a compra de casa, menos do que o concedido no mês anterior, mas muito acima do crédito à habitação concedido no período homólogo de 2017. Abril foi o melhor mês desde 2010 em volume de crédito concedido para a habitação.

Nas novas operações de crédito a particulares para habitação, a taxa de juro média diminuiu 3 pontos base, para 1,46%. Os volumes de novas operações para habitação, consumo e outros fins totalizaram, respetivamente, 783 milhões de euros, 370 milhões de euros e 142 milhões de euros, diz a nota.

No crédito ao consumo e para outros fins as taxas de juro médias foram, respetivamente, de 7,13% (7,27% em março) e 3,71% (3,57% em março).

Para o conjunto da área do euro, as taxas de variação anual nos empréstimos a sociedades não financeiras (empresas) e a particulares (habitação) foram de 2,4% e 2,9%, respetivamente, por comparação com 2,2% e 3,0% verificadas em março.

Já o valor total dos novos empréstimos das outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras (empresas) e Particulares foi de 3.756 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga de 31,0%.

O valor dos novos empréstimos às empresas registou neste mês uma variação homóloga de 28,6% (mais 28,7 p.p. quando comparada com a do mês anterior) e o valor dos novos empréstimos aos Particulares atingiu os 35,6% (mais 23,6 p.p. face a março de 2018).

Desde o início do ano, o valor acumulado total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 14.994 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga acumulada de 16,7%. O valor acumulado dos novos empréstimos às empresas registou neste mês o valor de 9.933 milhões de euros que corresponde a uma variação homóloga acumulada de 15,5% e o valor acumulado dos novos empréstimos aos Particulares foi 5.061 milhões de euros, atingindo os 19,0% de variação homóloga acumulada.

Já os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 139,9 mil milhões de euros no final de abril de 2018, refletindo uma taxa de variação anual de 1,5%. Este indicador aumentou 0,9 p.p. face a março e atingiu o valor mais elevado desde outubro de 2016. Ainda no caso dos particulares, o valor médio da taxa de juro dos novos depósitos até um ano desceu 1 pontos base, fixando-se em 0,16%.

Na área do euro, a taxa de variação anual dos depósitos de particulares foi de 3,2% em abril, que compara com 3,4% em março.

No que toca às taxas de juro de novas operações de depósitos para as empresas, a nota diz que em abril, a taxa de juro média dos novos depósitos até um ano de sociedades não financeiras (empresas) fixou-se em 0,12%, subindo 2 pontos base face ao mês anterior.

FONTE: Jornal Económico

Associadas

Parcerias

Objectivos

‘‘Os objectivos da ANIL centram-se na defesa dos interesses e representação do sector, no acompanhamento das matérias legislativas, normativas, ambientais, económicas e técnicas que contribuam para o desenvolvimento da indústria láctea em Portugal...

Calendário

Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Redes Sociais

Top
ATENÇÃO: Este site apenas usa os cookies para lhe facilitar a navegação enquanto utilizador.
Saiba mais sobre cookies OK Decline