Projetos de digitalização falhados penalizam retalhistas

13 março 2018

A mais recente sondagem da Fugitsu a quase 200 retalhistas globais mostra que as organizações estão a ter dificuldades em equilibrar os quatro elementos estratégicos necessários à transformação digital: pessoas, ações, colaboração e tecnologia (PACT).

Apesar de 93% das organizações do setor retalhista afirmar ter uma estratégia digital “claramente definida” e os principais indicadores revelarem que a transformação digital está “bastante avançada”, no que toca à conclusão de projetos que entregam resultados o cenário revela um registo menos positivo, de acordo com o o mais recente relatório global da Fujitsu.

A investigação da Fujitsu foi levada a cabo entre 189 empresariais líderes no setor do retalho, como parte de um estudo mais alargado às perceções de 1625 executivos relativamente aos quatro elementos estratégicos necessários para uma transformação digital bem-sucedida: pessoas, ações, colaboração e tecnologia (PACT).

De entre as principais conclusões alcançadas destaca-se o facto de o receio de falhar ser apontado como um “obstáculo sério” a que os retalhistas adotem a transformação digital, com 70% a admitir que isso os está a atrasar. Um em cada cinco (19%) já teve pelo menos um projeto de digitalização falhado nos últimos dois anos, com um custo médio de 337.381 euros. Além disso, quase um quarto (23%) dos retalhistas confirmou que tinha cancelado projetos digitais, incorrendo numa perda média de 182.321 euros.

Apesar destes revezes, a maioria dos retalhistas espera obter retorno financeiro e benefícios operacionais de projetos de digitalização nos próximos 18 meses. Suportando esta perspectiva optimista, a vasta maioria (86%) confia que há uma cultura de inovação nas suas organizações – e acredita que processos e comportamentos (que se encaixam no pilar de transformação “ações”) são o fator mais importante para concretizar as suas estratégias digitais (34%), seguidos pelas pessoas (24%).

Falta de competências digitais
Procurando melhorar aquelas que são consideradas como áreas chave, 71% dos retalhistas concorda que atualmente há uma clara falta de competências digitais nas suas organizações. Quase 7 em cada 10 (69%) teme que as suas organizações se foquem demasiado na mudança tecnológica durante a transformação, em vez de se focarem nas competências, processos e comportamentos que a têm de suportar. Além disso, enquanto quase metade dos retalhistas estão a investir em sistemas Internet das Coisas (IoT) e quase três quartos (73%) preocupa-se com a sua capacidade de adaptação a novas tecnologias digitais, como a Inteligência Artificial.

Muitos retalhistas já estão a tentar dar resposta a estas questões, com 87% a tomarem medidas para aumentar o seu acesso a competências digitais, bem como a investir em colaborações com especialistas de tecnologia externos, clientes e startups. No entanto, em comparação com outros sectores, o do retalho é o menos disponível para concretizar projetos de co-criação com parceiros para obter inovação digital, com apenas metade dos retalhistas a fazê-lo, o que poderá revelar-se uma desvantagem para eles.

Digitalização afetar processos, receitas e modelos de negócio
O estudo revelou que 35% dos retalhistas já implementou projetos digitais e 38% tem projectos em curso. Mais de metade (54%) dos retalhistas inquiridos estão a implementar a digitalização em funções e processos de negócio existentes. Para um terço (31%), a transformação digital significa transformar as receitas e os modelos de negócio das suas organizações, enquanto 58% está a assistir à criação de novos processos de negócio digitais.

Clientes impulsionam transformação
Sem surpresas, para dois terços (66%) dos retalhistas, os clientes são o principal motivo para a transformação digital. Cerca de 91% admitem que os seus clientes esperam que eles se tornem mais digitais e 69% acredita que a transformação digital está a aumentar a concorrência. Aliás, a digitalização está a fazer mexer o setor do retalho mais do que outros setores: três quartos (75%) concordam que é impossível prever quem serão os seus principais concorrentes daqui a dez anos. No total, 86% acreditam que a capacidade de mudar será crucial para que o seu negócio sobreviva nos próximos cinco anos.

FONTE: Jornal Económico

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