Exportações têm de valer mais de 50% do PIB para Portugal crescer

09 março 2018

O objetivo oficial do governo é de conseguir que as exportações pesem 50% do PIB até 2025. Presidente da AICEP defende que é preciso mais para conseguir crescimento relevante

As exportações totais portuguesas valem hoje 43% do produto interno bruto (PIB), mas é preciso que este peso suba bem acima dos 50% para que o país alcance um ritmo de crescimento "relevante", mais robusto, defendeu  o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), no Parlamento.

A meta oficial do governo, atualizada no final de 2017 no Programa Internacionalizar, aponta para um objetivo de 50% até 2025. Numa audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, Luís Castro Henriques veio avisar que isso pode ser pouco, tendo em conta as necessidades de crescimento da economia.

O debate em torno da meta de 50% foi alimentado por um deputado do próprio PS, Ascenso Simões. "Ainda não percebi bem porque é que tem de se ter uma meta de 50% do PIB nas exportações. Sinceramente, tenho tendência para reagir aos 50%. A verdade é que as exportações já valem tanto quanto o nosso Orçamento do Estado", argumentou.

Castro Henriques, que está na liderança da AICEP desde o ano passado, tendo substituído Miguel Frasquilho (PSD), rebateu a ideia de que o governo e o país possam ficar satisfeitos com as exportações a valerem metade da riqueza interna. "O desígnio dos 50% é matéria de interesse nacional. Temos de garantir que o PIB continua a crescer pelo menos nesta frente das exportações, que só trazem um efeito positivo e se for acima de 50% será positivo para o país, sem dúvida."

O presidente da agência acenou que "o país poderá ficar muito melhor se tiver uma penetração das exportações cada vez maior", além de, "se formos ver um conjunto de países da Europa, ela é tipicamente superior a 50%". Estava a referir-se aos países do Norte, os mais ricos. "Achamos que 50% é um patamar mínimo para termos um crescimento do PIB relevante."

O responsável da AICEP dedicou ainda muito do tempo do debate a falar dos "sucessos" na captação de investimentos, sobretudo os estrangeiros, cujos projetos são de "qualidade cada vez maior", com "mais inovação e maior procura de talentos" em Portugal.

Castro Henriques foi ainda confrontado pelo deputado José Cesário, do PSD, com o problema da "dependência" de Portugal em relação aos mercados europeus e com o risco que isso levanta para o crescimento das exportações e a captação de investimentos.

O economista da AICEP respondeu que "essa dependência não é uma grande preocupação". "A Europa tem tido menor crescimento e no entanto temos angariado muitos investimentos", referiu. O objetivo da agência "é converter o que está no pipeline" em investimento de facto.

O valor do investimento que está no corredor para aprovação, e que pode materializar-se num ano ou ano e meio, ascende a 2,3 mil milhões de euros, como escreveu o Dinheiro Vivo na edição de sábado. Uma fatia de 70% do valor das propostas de investimento mais inovador vem do estrangeiro.

FONTE: Diário de Noticias

Associadas

Parcerias

Objectivos

‘‘Os objectivos da ANIL centram-se na defesa dos interesses e representação do sector, no acompanhamento das matérias legislativas, normativas, ambientais, económicas e técnicas que contribuam para o desenvolvimento da indústria láctea em Portugal...

Calendário

Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Próximos Eventos

Não existem eventos programados!

Redes Sociais

Top
ATENÇÃO: Este site apenas usa os cookies para lhe facilitar a navegação enquanto utilizador.