Crédito ficou mais caro para as empresas e famílias em agosto

11 outubro 2017

Segundo as notas estatísticas de agosto do Banco de Portugal os empréstimos concedidos pelos bancos às famílias para habitação e às empresas diminuíram em agosto para 2,3% e 2,6%, respetivamente, enquanto os empréstimos ao consumo aumentaram 9,5%.

O Banco de Portugal divulgou ontem as notas de informação estatística onde analisa as taxas de juro de novas operações de empréstimos e depósitos e o volume de empréstimos e depósitos bancários. Nelas se vê que o preço do crédito está a aumentar quer para as empresas, quer para as famílias. Mas os juros de depósitos só subiram para as empresas, para os particulares continuaram a cair. O volume de depósitos de particulares caiu por via de uma canalização das poupanças para OTRV (dívida do Estado para investidores particulares).

Os empréstimos concedidos pelos bancos às famílias para habitação e às empresas diminuíram em agosto para 2,3% e 2,6%, respetivamente, enquanto os empréstimos ao consumo aumentaram 9,5%.

Em agosto de 2017 a taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras (empresas) foi de 2,75%, o que representa um aumento de 3 pontos base (p.b.) em relação a julho. Por segmento, a taxa de juro das operações abaixo de 1 milhão de euros aumentou 9 p.b. para 3,14%; pelo contrário, a taxa das operações acima de 1 milhão de euros diminuiu 14 p.b. para 2,13%.

O volume de novos empréstimos concedidos a empresas não financeiras, em agosto, foi de 2.045 milhões de euros, montante inferior aos 2.553 milhões de euros registados em julho.

Nas novas operações de crédito a particulares para habitação, a taxa de juro média foi de 1,60%, por comparação com 1,59% registado em julho. Sendo que no crédito ao consumo e no crédito para outros fins, as taxas de juro médias foram de 7,44% e de 3,51%, respetivamente, que comparam com 7,40% e 3,77% verificadas em julho.

Os volumes de novas operações de empréstimos para habitação, consumo e outros fins totalizaram, respetivamente, 709 milhões de euros, 349 milhões e 147 milhões de euros. Em agosto, os bancos emprestaram mais para a compra de casa, mais do que os 683 milhões de euros concedidos um mês antes. Também o crédito ao consumo aumentou no mês. As novas operações ascenderam a 349 milhões de euros, mais do que os 328 milhões concedidos em julho. No acumulado do ano, as novas operações neste segmento totalizaram 2.667 milhões de euros, mais 8,7% do que nos primeiros oito meses do ano passado. Os bancos emprestaram ainda 147 milhões de euros em crédito para outros fins, menos do que os 162 milhões de euros do que um mês antes. Mas entre janeiro e agosto, foram concedidos 1.301 milhões de euros neste segmento, mais 2,4% do que período homólogo de 2016.

As taxas de juro de novas operações de depósitos das empresas também subiram ligeiramente em agosto. A taxa de juro média dos novos depósitos, até um ano, de sociedades não financeiras fixou-se em 0,24%, 4 p.b. acima da verificada em julho.

Já nos particulares as taxas de juros dos depósitos caíram em agosto. No caso dos particulares, a taxa de juro média dos novos depósitos foi de 0,24%, ou seja, 3 p.b. abaixo da observada em julho, correspondendo a um novo mínimo histórico. Esta evolução reflete a diminuição da taxa de juro dos depósitos de maturidade superior a um ano. A taxa de juro dos novos depósitos de particulares com maturidade inferior a um ano foi idêntica à observada em julho (0,22%), diz o Banco de Portugal.

Em agosto de 2017, os empréstimos concedidos pelos bancos a sociedades não financeiras e a particulares (habitação) continuaram a apresentar taxas de variação anual negativas, que se situaram em -2,6% e -2,3%, respetivamente, por comparação com -3,2% e -2,4% registadas em julho.

No acumulado do ano, os bancos emprestaram 18.523 milhões de euros às empresas, menos 7,2% do que os 19.961 milhões de euros concedidos no mesmo período do ano passado.

Mas no crédito à habitação, o acumulado do ano somou 5.213 milhões de euros, mais 42,4% do que no mesmo período do ano passado. Apesar deste crescimento das novas operações, o ‘stock’ de crédito para a compra de casa está em queda, devido ao grande peso das amortizações, e totaliza 95.593 milhões de euros, o valor mais baixo desde Fevereiro de 2007.

Para o conjunto da área do euro, as taxas de variação anual nos empréstimos a empresas não financeiras e a particulares (habitação) foram de 1,4% e 3,4%, respetivamente, o que comparam com 1,3% e 3,1% verificadas em julho.

Já no que se refere aos depósitos de particulares, nos bancos residentes totalizavam 138,2 mil milhões de euros no final de agosto de 2017, refletindo uma queda anual de -1,7%, que compara com -1,6% observados em julho.

A evolução nos depósitos de particulares foi influenciada por aplicações em outros instrumentos de poupança, nomeadamente pela subscrição, em agosto, de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV).

Na área do euro, a taxas de variação anual dos depósitos de particulares foi de 3,5% em agosto, superior aos 3,3% registados no mês anterior.

FONTE: Jornal Económico

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