Nestlé enfrenta dificuldades em manter os níveis de produção

14 maio 2020

Mark Schneider, CEO da Nestlé, admitiu que a multinacional suíça não tem sido capaz de atingir o seu nível normal de produção durante a pandemia por Covid-19.

Em declarações à Bloomberg TV, o gestor confirma que a Nestlé está a enfrentar dificuldades ao longo da sua cadeia de abastecimento. “Estamos a tentar produzir para responder à forte procura, mas com as limitações logísticas, a ausência de colaboradores por motivo de doença ou medidas de prevenção e o reforço do protocolo de segurança nas nossas fábricas não estamos a conseguir funcionar a 100% da capacidade que teríamos em circunstâncias normais”, afirmou. “Estamos a fazer turnos extra onde é possível, a aumentar a produção onde é possível, mas trata-se de um momento muito desafiante e atingir os níveis normais de produção é uma tarefa hercúlea hoje em dia”.

O CEO da Nestlé indicou ainda que assim que a crise despontou tomaram-se medidas para reforçar os stocks, quer de matérias-primas, quer de produto final. “O que precisamos hoje é de flexibilidade. Temos constrangimentos logísticos, às vezes resolve-mo-los com transporte aéreo, mas noutras mesmo essa possibilidade demora muito tempo ou a sua capacidade é limitada. Trata-se de gerir, de uma forma muito apertada, a crise e assegurar a flexibilidade. É nisso que as nossas equipas estão focadas”.

Questionado sobre como a crise do coronavírus poderá afetar o comportamento do consumidor a longo prazo, Mark Schneider disse que a Nestlé está focada nos assuntos de curto prazo, mas a ver já o que se passa na China. “Penso que o longo prazo está, para já, demasiado longínquo. Estamos muito focados no curto prazo, no momento em que conseguimos responder à procura. Este é o serviço mais essencial que podemos prestar aos nossos consumidores. Mas o que estamos a ver na China, por exemplo, onde houve já algumas melhorias, é que existe uma forte procura por produtos de qualidade”.

E em Portugal?
A Nestlé Portugal assegura ao mercado que continua a produzir normalmente atendendo ao contexto pandémico vivido e que, segundo fonte da empresa, “seriam de todo inevitáveis“. Assim, a companhia assegura que os produtos por si comercializados “continuarão a chegar às casas dos consumidores dos portugueses“.

Com 1.500 colaboradores presentemente em regime de teletrabalho, a Nestlé Portugal recorda que esta modalidade laboral já era praticada pela companhia muito antes de surgir a pandemia, pelo que o processo de adaptação a uma escala muito mais vasta foi “relativamente fácil“.

A nível do desempenho das unidades produtivas, e ao dia de hoje, a fábrica do Porto mantém níveis “perfeitamente normais de produção de cafés torrados das nossas marcas Buondi, Sical, Tofa, Christina, Nescafé e Starbucks“. Já em Avanca, os impedimentos associados ao Estado de Emergência, e que são do domínio público, levaram a que a companhia se focasse na produção de produtos, e marcas, que considera “core” e transversais às necessidades das famílias portuguesas. Casos dos produtos de nutrição infantil e cereais para toda a família com as marcas Cerelac e Nestum, dos cereais de pequeno-almoço, através das marcas Chopacic, Estrelitas e Nesquik, a que se juntam as bebidas de cereais e onde as marcas Mokambo, Brasa, Bolero, Tofina e Pensal compõem o portfólio da companhia nesta categoria de mercado.

Uma tomada de decisão feita em virtude da necessidade de reajustar turnos laborais, uma vez que 130 colaboradores, residentes em Ovar, ficaram dentro do perímetro de cerco sanitário decretado para aquela cidade do distrito de Aveiro. “Para proteção destes colaboradores e dos restantes colegas de fábrica, a Nestlé tomou, de imediato, a decisão de os manter em suas casas passando a trabalhar com 280 colaboradores de um total de 415 que tem esta fábrica. Deste reajuste resultou a tomada de decisão sobre que produtos Nestlé é que não poderiam mesmo faltar aos portugueses. Desta forma, com os turnos já readaptados, são esses que estamos a produzir e a entregar ao mercado através do nosso Centro de Distribuição de Avanca, onde trabalham 120 pessoas”, assegura a mesma fonte.

FONTE: Revista Grande Consumo

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