Queijos Santiago celebra 100 Anos

12 dezembro 2018

A Queijos Santiago, maior produtora de queijo fresco a nível nacional, é uma empresa familiar fundada em Castelo Branco em 1918.

Com presença global, em mais de 20 países, a queijaria portuguesa conta com mais de 70 referências no mercado e uma faturação acima dos 45 milhões de euros, em 2017. Para produzir mais de 200 mil queijos por dia, a Santiago conta com quatro fábricas e mais de 250 colaboradores. “A história da Queijos Santiago confunde-se com a história da nossa família”, afirma João Santiago, CEO da Queijos Santiago. “Ao longo de 100 anos, o negócio, que tem as suas raízes na árvore genealógica, cresceu e tornou-se numa marca de referência no sector. Nada disto teria sido possível sem a audácia das várias gerações da família e sem o esforço dos nossos colaboradores, assim resta-nos agradecer a todos os que contribuíram para que a Queijos Santiago tivesse uma história para contar”.

A aventura começou com o casamento de Joaquim Duarte e Josefa Bispo, os antecessores do casal Santiago, que dão continuidade a um negócio com fraca expansão devido à I Guerra Mundial, a Casa Agrícola. Nesta fase, a produção dependia de 200 ovelhas de raça merina, que davam 30 litros de leite por dia. A produção artesanal dos Queijos Santiago começou, então, em Castelo Branco, onde a família produzia queijo para consumo próprio.

Duas décadas depois, Joaquim Santiago casou-se com Maria da Conceição Bispo, a filha mais velha de Joaquim Duarte e Josefa Bispo, dando início ao segundo arranque do negócio familiar de lacticínios: a Queijos Santiago. Através da moderna distribuição da época, que consistia numa carroça e na venda direta, os Santiago estrearam-se na comercialização de queijo nas feiras das localidades mais próximas de Castelo Branco. Dois anos depois, em 1939, nasceu José Alexandre Duarte Santiago, o primeiro filho do casal Santiago e a terceira geração do negócio.

Em 1953, Joaquim Santiago, com uma desnatadeira Westfalia que comprou e um barril de 25 litros, criou o protótipo de uma batedeira e começou a bater as natas do leite de ovelha para fazer manteiga, uma iguaria rara para a época. Até finais de 1959, a família Santiago foi das poucas a fazer manteiga de ovelha artesanal em Portugal. A venda da manteiga impulsionou o consumo de queijo.

Em 1960, iniciaram-se as entregas na capital. O queijo e a manteiga chegavam a Lisboa de comboio. Era um dos 12 tios de José Alexandre Santiago, na altura empregado da CP, quem recebia os produtos na estação de Alcântara-Terra e os vendia nas mercearias mais próximas. A visão de negócio passava pela consolidação na capital, o que fez com que a família Santiago se mudasse para Lisboa.

Quatro anos depois, José Alexandre Santiago chegou a Lisboa e dedicou-se ao negócio dos lacticínios, focado numa expansão quantitativa e qualitativa. Iniciou-se a produção em Sacavém. A produção de queijo fresco era de cerca de 100 litros por dia, o suficiente para o tornar num dos produtos de referência da Queijos Santiago. A título de curiosidade, no verão, os Santiago dedicavam-se à comercialização de melão para manter o rendimento familiar, uma vez que na estação quente não se vendiam queijos, pela impossibilidade de conservação dos mesmos.

Em 1968, deu-se a abertura da primeira fábrica, com seis colaboradores, em Algés. Esta dúzia de braços garantia a produção regular de queijos frescos, requeijão e queijo curado, feitos com leite de ovelha, dado que o leite de vaca estava inserido num monopólio e era revendido por apenas uma marca.

Em 1978, a obrigatoriedade de pasteurização do leite, imposta pelo Ministério da Agricultura aos produtores de queijo fresco, beneficiou a família Santiago, uma vez que já se utilizava esse processo na produção e não foi necessário fazer nenhuma adaptação. Essa vantagem permitiu conquistar quota e expandir o negócio rapidamente.

Na altura em que passavam pela unidade de Algés oito a 10 mil litros de leite por dia, surgiu a necessidade de deslocar a fábrica, por se encontrar em perímetro urbano. Assim, em 1995, a solução passou por comprar um dos concorrentes, a JD Lacticínios. Essa marca detinha uma unidade de produção em Montemuro (Malveira ), onde a Queijos Santiago passou a operar com 20 colaboradores e a produzir o tão apreciado queijo fresco de vaca. Na época, o litro do leite de ovelha tinha um custo superior ao de vaca, havendo uma clara diferença de sabores e de valores.

Em 2000, deu-se a aquisição da Lidador (queijos e enchidos) para consolidar a distribuição na zona norte do país. Esse é também o ano de obtenção da certificação de gestão de qualidade, ISO9000, pela unidade de produção de Montemuro, o que representou uma grande valorização e fez da Queijos Santiago a primeira empresa de lacticínios a ser certificada por esta norma.

Em 2007, consumada a aquisição da marca Campainha, o maior concorrente de queijo fresco da região saloia, a liderança no mercado do queijo fresco entrou “porta adentro”. Seis anos depois, em 2013, deu-se a aquisição da forte marca Nisa DOP, sendo que a Denominação de Origem Protegida reforçou a presença da Queijos Santiago no segmento dos queijos curados.

Em 2015, a expansão do Grupo Santiago seguiu por Azeitão, com a aquisição da unidade de produção em Palmela, onde é feito o reconhecido Queijo de Azeitão DOP. A fábrica de Montemuro foi ampliada e deu-se o início da internacionalização. Um ano depois, a obtenção de uma importante certificação mundial, IFS, pela fábrica de Azeitão, contribuiu para o objetivo de estender a comercialização a outros países.

Em 2017, iniciaram-se as obras de uma nova unidade de produção em Portalegre, com conclusão prevista para 2020. Este foi também o ano de conquista de importantes certificações em sistemas de gestão de qualidade e segurança alimentar (IFS FOOD).

FONTE: Revista Grande Consumo

 

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