| ANIL: A HISTÓRIA DE UMA INSTITUIÇÃO AO SERVIÇO DA INDÚSTRIA LÁCTEA |
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| OS PRIMÓRDIOS: DA IDEIA À FUNDAÇÃO DO GRÉMIO |
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É publicado em 1933, do Estatuto do Trabalho Nacional, sendo o regime jurídico das organizações patronais (os “grémios”) estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 23.049 que deixa a incumbência da sua criação aos diferentes ministérios de tutela. Em 1934 é publicado o Decreto-Lei n.º 24.715 sobre o regime jurídico da organização facultativa (em oposição ao de organização obrigatória) das actividades industriais, no qual o sector de lacticínios fica abrangido.
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Em 1936 é elaborado por um conjunto de industriais de um primeiro projecto de estatutos do seu Grémio, que submeteram ao Ministro da Agricultura; a constituição do Grémio foi considerada “inoportuna” por não estarem ainda publicados os diplomas da organização corporativa da agricultura. Uma nova proposta para a constituição do Grémio de Lacticínios foi apresentada em 1939, sendo uma vez mais considerada inoportuna dado o eclodir da II Grande Guerra. Após aquele conflito, em Março de 1946, é requerido ao Subsecretário de Estado das Corporações e Previdência a constituição do Grémio, o qual só viria a obter diferimento dez anos depois.
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 Em 1936 existiam no Continente 225 fábricas e 418 postos de desnatação, as quais seriam posteriormente concentradas em apenas 56 fábricas; na Madeira existiam 60 fábricas e mais de 1400 postos de desnatação; o rendimento do efectivo andava nos 1.400 litros/vaca/ano, com um teor butiroso médio de 3,5%. Em 1940 o leite industrializado andava pelos 100 milhões de litros a que correspondiam 5000 toneladas de produtos laborados; em 1950 o leite industrializado subiu para 130 milhões de litros (dos quais 47 nos Açores 3 18 na Madeira), a partir dos quais se obtiveram 7700 toneladas de derivados.
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Os diplomas da organização corporativa da lavoura são publicados em 1939, ano em que é igualmente criada a Junta Nacional dos Produtos Pecuários (JNPP), que visava coordenar e disciplinar as actividades da produção e comércio de carnes, lãs e dos leites e produtos derivados.
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No seio da JNPP foram propostos pelos respectivos organismos corporativos os conselhos técnicos das respectivas secções (uma delas era a de lacticínios), onde tinham assento os representantes da produção, comércio e indústria; à secção de lacticínios cabia ainda promover acordos intercorporativos sobre o preço do leite.
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É publicada, em 1941, a Portaria n.º 9.733 que define zonas de abastecimento às fábricas de lacticínios e que concretizou a fusão da maioria das pequenas empresas então existentes, promovendo a criação de outras de maior dimensão e mais modernas. Foram criados postos de recolha de leite, licenciados pela D.G. Serviços Pecuários e executados segundos instruções emanadas das Intendências de Pecuária.
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 O Ministro da Economia cria, em 1945, uma comissão para o estudo da “organização da indústria de lacticínios”; nesse mesmo ano, um grupo de industriais fez chegar a Presidente da JNPP um ofício, dando conta dos problemas causados pela menor acesso à matéria prima (proliferação de cooperativas industrializadoras), pela quebra das margens de venda, pelo aumento das taxas pagas à JNPP e pela não audição dos representantes da indústria na atribuição de licenças para novas unidades industriais; este ofício era também subscrito pela Lacticínios da Beira, Lacticínios da Estremadura, Lacticínios de São Jorge, Lacticínios do Carregal, empresa A. C. Burnay e Lacticínios Furtado Leite, que nunca chegariam a filiar-se no Grémio.
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Em 1947 e ainda antes de conhecidas as conclusões do trabalho daquela comissão, é publicada a Portaria n.º 11.750, que suspende o regime de zonas obrigatórias de abastecimento de leite às indústrias. Em 1948, são publicados os Decretos-Lei n.os 36.973 e 36.974, que estabelecem uma diferenciação entre o leite para consumo público e o leite para fins industriais e que suspendem os licenciamentos de novos postos de recolha. Em 1952 é publicado o Regulamento para Abastecimento de Leite à Cidade de Lisboa e sua zona abastecedora, destinado a facilitar a actuação da respectiva Central Leiteira e um ano depois foi publicado o Decreto-Lei n.º 39.178, que procedia à extensão da aplicação daquele Regulamento ao resto do país, abrangendo também o leite destinado à indústria e referindo que “os postos de recolha e os de concentração serão instalados, mantidos e explorados pelos grémios da lavoura ... ou pelas cooperativas que lhe estão anexas”.
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Em 1949, os industriais de lacticínios pronunciaram-se a favor da integração do sector no regime de condicionamento industrial, incluindo os estabelecimentos de modalidade cooperativa.
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| GRÉMIO |
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| MOVIMENTO DOS ASSOCIADOS |
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| Nº. |
Empresa |
Ano da
Adesão |
Ano da
Demissão |
| 1 |
Lacticínios das Marinhas, Lda |
1957 |
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| 2 |
Lacticínios de Azeméis, Lda |
1957 |
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| 3 |
Lacto Lusa, Lda |
1957 |
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| 4 |
Frederico A. Viana M. Arriscado |
1957 |
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| 5 |
Empresa Lacto Vianense, Lda |
1957 |
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| 6 |
Nunes, Rodrigues & Cª Lda |
1957 |
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| 7 |
Empresa de Lacticínios Âncora, Lda |
1957 |
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| 8 |
Fáb. Lacticínios “Vale do Lima”, Lda (integrada na Lacto Lima) |
1957 |
1959 |
| 9 |
Lacticínios Halos, Lda |
1957 |
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| 10 |
Fábrica de Bolachas e Biscoitos A Favorita, Lda |
1957 |
1964 |
| 11 |
Sociedade de Lacticínios Valpedre, Lda |
1957 |
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| 12 |
Martins & Rebello, Lda |
1957 |
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| 13 |
S. Lopes & Alves, Lda |
1957 |
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| 14 |
Sociedade União Industrial de Lacticínios, SUIL, Lda |
1957 |
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| 15 |
Sociedade de Produtos Lácteos, SARL |
1957 |
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| 16 |
Lacticínios MAF, Lda |
1957 |
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| 17 |
António Ferreira dos Santos |
1957 |
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| 18 |
Lacticínios de Ferreira de Aves, Lda |
1957 |
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| 19 |
Lacticínios do Vale do Mondego, Lda |
1957 |
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| 20 |
Manuel Martins Pereira da Costa |
1957 |
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| 21 |
Lacticínios de Aveiro, Lda |
1957 |
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| 22 |
Leitaria Moderna, Lda |
1957 |
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| 23 |
Alberto de Portugal Marreca, Lda (integrada na Emp. Lact. Âncora) |
1957 |
1961 |
| 24 |
José Ribeiro da Silva (vendida à Martins & Rebello) |
1957 |
1958 |
| 25 |
Agrícola de Lacticínios Central Perafita, Lda |
1957 |
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| 26 |
Peres, Sousa & Campos, Lda |
1957 |
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| 27 |
Fábrica de Lacticínios Costa Leite, Lda |
1957 |
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| 28 |
Fábrica de Iogurte Veneza, Lda |
1957 |
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| 29 |
Lacticínios do Paiva, Lda |
1957 |
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| 30 |
Bijou Cristal, Lda |
1957 |
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| 31 |
Lacticínios Santa Cruz, Lda |
1957 |
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| 32 |
Biolacta – S.Coop.Port. p.ª Tratamº Leite por Proc.Microbiol. |
1957 |
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| 33 |
António Malheiro Corrêa P. Peixoto |
1957 |
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| 34 |
Pedro Sousa Abreu e Antas (vendida a Décio F. Campos) |
1957 |
1958 |
| 35 |
Lacticínios Lourel, Lda |
1957 |
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| 36 |
Lacticínios do Carregal, Lda |
1957 |
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| 37 |
Joaquim António Aivado |
1957 |
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| 38 |
Aurélio Moreira da Silva |
1957 |
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| 39 |
Francisco Soares |
1957 |
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| 40 |
Maria Isabel Paiva Gomes |
1957 |
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| 41 |
Décio Ferreira Campos |
1958 |
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| 42 |
André Paul Mayer |
1959 |
1959 |
| 43 |
Lacto Lima, Lda |
1959 |
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| 44 |
Lacticínios Vigor, Lda |
1959 |
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| 45 |
Lacticínios do Mileu, Lda |
1967 |
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| A FUNDAÇÃO: O GRÉMIO E O MOVIMENTO CORPORATIVO |
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1957

Grémio Nacional dos
Industrias de Lacticinios
Alvará de constituição
30 de Novembro de 1956
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Nomeação, pelo Ministro das Corporações e da Previdência Social, da 1ª Comissão Directiva do Grémio, presidida pelo Engº Aranha Furtado Mendonça, sócio- gerente da PERES, SOUSA & CAMPOS (LEITARIA DA QTA DO PAÇO), Hans Lanz, administrador-delegado da SOCIEDADE DE PRODUTOS LÁCTEOS (NESTLÉ) e Francisco de Pinho Pestana, sócio-gerente da LACTICÍNIOS MAF.O número de votos de cada agremiado (1, 3 ou 5) era definido a partir do escalão respectivo de pagamento da Contribuição Industrial. O Instituto Nacional do Trabalho e Previdência considerou que as Cooperativas industrializadoras de leite, deveriam integrar o Grémio, não sendo definido o respectivo escalonamento em termos de votos (e jóias e quotas), dado as mesmas não pagarem Contribuição Industrial.
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Depois das primeiras reuniões num edifício localizado na Praça Guilherme Gomes Fernandes (Porto), foi, em Abril de 1957, alugado o 2.º andar do n.º 2 C, da Rua de Santa Teresa
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Contratação dos primeiros funcionários do Grémio:
Chefe de Serviços - Dr. Vasconcellos Corte-Real
Consultor Jurídico - Dr. João Cerveira Pinto
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A recolha de leite começa a ser feita pelo Grémios da Lavoura, não só para abastecimento aos centros urbanos como também para venda às empresas para industrialização.
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Os industriais agremiados delegaram no Grémio a negociação dos seus interesses, no abastecimento ao Porto e principais cidades do Norte, junto da Federação de Grémios da Lavoura de Entre Douro-e-Minho; os industriais pretendiam efectuar a cedência graciosa dos postos de recepção aos Grémios da Lavoura e não efectuar a transferência definitiva da respectiva propriedade, tendo para o efeito pedido parecer jurídico a distintos juristas
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Surge num estudo sobre a regulamentação do trabalho do pessoal da indústria de Lacticínios a primeira referência à necessidade de considerar a indústria de lacticínios como de laboração contínua.
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1958
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Saída do Chefe de Serviços, Dr. Vasconcellos Corte-Real e contratação, para esse lugar, do Sr. Fausto Menezes Pinto Mourão.
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Aprovação do logotipo do Grémio e sua submissão à Comissão de Heráldica Corporativa.
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Negociações aturadas com os vários Grémios da Lavoura relativamente às cedências de leite para abastecimento ao Porto e outros Centros Urbanos e ao rateio das quantidades sobejantes; Parecer do Prof. Doutor Marcello Caetano relativamente ás bases de um Acordo Intercorporativo entre o Grémio e a Federação dos Grémios da Lavoura de Entre-Douro-e-Minho.
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Primeiro projecto de Contrato Colectivo de Trabalho para os trabalhadores da indústria de lacticínios.
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1959

Engº Aranha Furtado Mendonça
Presidente do Grémio
1957/1973
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Designação do Engº Aranha Furtado Mendonça como representante do Grémio na Corporação da Indústria, sendo eleito como Vogal da 3ª Secção – Alimentação.
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Participação, com stand próprio e comum aos agremiados aderentes, na Exposição Industrial de Aveiro, comemorativa do milésimo aniversário daquela cidade e na edição do “Diário do Norte” comemorativa do 70.º aniversário do Presidente do Conselho, Dr. António Oliveira Salazar.
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Estabelecimento de um primeiro Acordo Intercorporativo com a Federação de Grémios da Lavoura de Entre-Douro-e-Minho, relativamente ao abastecimento de leite ao Porto e a outros Centros Urbanos localizados no Norte do País.
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1960
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Decisão do Ministério das Corporações reafirmando que as cooperativas que procedem à industrialização do leite devem ser integradas no Grémio; o Grémio apresentou a proposta de atribuição de votos e quotas com base no número médio díário de litros de leite transformados.
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Actuação, junto dos agremiados, visando a concertação dos preços de leite pagos à produção, tendo em vista a equalização das condições concorrenciais de que beneficiavam as várias indústrias.
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Indicação à Corporação da Indústria dos principais problemas sentidos pelo Grémio: enquadramento corporativo das cooperativas; competência do Grémio em matérias de índole económica; reorganização da indústria de lacticínios.
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1961
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 Publicação da Portaria n.º 18.186, que nomeia uma comissão para o estudo da reorganização da indústria de lacticínios no continente e Açores, sendo nomeados pela Corporação da Indústria e Grémio da Indústria, o Engº Ar anha Furtado Mendonça, o Sr. Serafim de Figueiredo (MARTINS & REBELLO, LDA) e o Dr. Hermano Furtado da Costa Leite (da firma LACTICÍNIOS FURTADO LEITE, LDA, de Ponta Delgada).
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Falecimento do Sr. João Dias Nunes, sócio-gerente da firma Nunes, Rodrigues & Cª, Lda, que desempenhava as funções de suplente da Direcção do Grémio.
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Viva contestação ao projecto de alargamento da zona e sub-zona de abastecimento de leite ao Porto e a outros Centros Urbanos do Norte do País.
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1962
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Desenvolvimento da industrialização pelas cooperativas, limitando as quantidades de matéria prima disponíveis para laboração pelos industriais privados de lacticínios e introdução de sistemas de sazonalidade nos preços pagos pelo leite à produção; pagamento pelos industriais à Sóleite de um valor adicional pelo leite que resistia à prova do álcool; preocupação crescente com a utilização de conservantes (água oxigenada) na recolha de leite.
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 Serafim Figueiredo apresentou à comissão de estudo para a reorganização da indústria de lacticínios no continente e Açores, que no caso açoriano preconizava a redução do número de unidades industriais das 112 então existentes para 15, repartidas entre privados e cooperativas; apresentou também um elaborado plano de reorganização da indústria de lacticínios, numa perspectiva regionalizada, para o continente.
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Desenvolvimento de um esquema corrente de rateio da manteiga importada, geralmente dinamarquesa, para empacotamento e laboração industrial.
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1963
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Prof. Marcello Caetano
Causídico do Grémio
1957/1967
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Publicação da Portaria n.º 19.966 que estabelece um novo regime de comercialização do leite e que retira o exclusivo das Federações dos Grémios da Lavoura em relação ao abastecimento de leite aos Centros Urbanos; tentativa de constituição, por diversas empresas, de uma sociedade para concorrer ao abastecimento daqueles Centros Urbanos, a que foi dada inicialmente a designação de Pró-Leite; elaboração de um novo parecer, pelo Prof. Doutor Marcello Caetano, sobre a Portaria n.º 19.966, o qual concluiu que podem os industriais privados concorrer ao referido abastecimento.
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Resposta positiva do Ministério das Corporações à pretensão do Grémio relativamente à inclusão no seu seio dos fabricantes de gelados e de sorvetes e colaboração, através da atribuição de prémios de qualidade ao leite e fornecimento gratuito de lacticínios a escolas, na Campanha Mundial da FAO contra a Fome.
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| 1964 |
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Apresentação de candidaturas das empresas SUIL e PERES, SOUSA & CAMPOS (LEITARIA DA QUINTA DO PAÇO) para abastecimento da cidade do Porto e de outros centros urbanos do Norte; apresentação de candidaturas das firmas Lacticínios do Vale Mondego e Lacticínios de Aveiro para abastecimento de leite a Lisboa, Coimbra, Aveiro e outros Centros Urbanos.
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Estabelecimento, por industriais da zona de Aveiro, dos primeiros esquemas de classificação alargada da qualidade do leite; esses mesmos industriais eram os que, de forma crescente, contribuíam para o abastecimento da cidade de Lisboa; aluguer de um espaço em Oliveira de Azeméis para instalação do primeiro laboratório para classificação oficial de leite na zona de Aveiro.
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Publicação das Portarias n.º 20.294, relativa à recolha, distribuição e aproveitamento de leite na Ilha de S. Miguel e n.º 20.656, que inclui o Regulamento de Recolha e Distribuição de Leite destinado ao Consumo Público e à Industrialização no Continente.
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| 1965 |
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Assinatura, sob pressão do Ministro da Economia, de um Acordo Intercorporativo entre o Grémio e a Federação de Grémios da Lavoura de Entre-Douro-e-Minho; na zona da Beira Litoral, o compromisso equivalente foi estabelecido – após forte contestação e elevada tensão – entre a respectiva Federação de Grémios da Lavoura e os diferentes industriais aí instalados, cada um de per si.
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Suspensão dos contactos tendo em vista o apetrechamento do laboratório de Oliveira de Azeméis, em virtude de haver sido mandado aplicar o Decreto-Lei nº 39.178 à área da Federação dos Grémios da Lavoura da Província da Beira Litoral.
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Publicação do Despacho do Ministro da Economia de 1 de Maio, sobre fomento pecuário e que, uma vez mais, aponta no sentido da criação de uma rede única de recolha, integralmente detida pelas Organizações da Lavoura; constituição, no seio da JNPP, da Comissão de Abastecimento de Leite.
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Elaboração de um primeiro projecto de Contrato Colectivo de Trabalho para os trabalhadores de escritórios dos sector de lacticínios.
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Participação, com stand próprio e comum aos agremiados aderentes, na I Exposição Internacional Alimentar – Agrícola e Industrial, realizada no Porto.
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| 1966 |
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Publicação do Decreto-Lei nº 46.666 que promulga o regime de condicionamento industrial no espaço português (abrangendo a metrópole e as províncias ultramarinas).
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Grande resistência na cedência, pelas empresas de lacticínios da Beira Litoral, de leite para o abastecimento dos principais Centros Urbanos, tendo em conta a diminuição do volume de matéria prima industrializável; o Ministério da Economia instaurou processos contra a LACTICÍNIOS DE AZEMÉIS e LACTICÍNIOS DE AVEIRO, por não haverem entregue os seus postos de recepção nem os haverem, em alternativa, encerrado.
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Publicação do Decreto-Lei nº 46.666 que promulga o regime de condicionamento industrial no espaço português (abrangendo a metrópole e as províncias ultramarinas).
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Grande resistência na cedência, pelas empresas de lacticínios da Beira Litoral, de leite para o abastecimento dos principais Centros Urbanos, tendo em conta a diminuição do volume de matéria prima industrializável; o Ministério da Economia instaurou processos contra a LACTICÍNIOS DE AZEMÉIS e LACTICÍNIOS DE AVEIRO, por não haverem entregue os seus postos de recepção nem os haverem, em alternativa, encerrado.
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As Cooperativas de Oliveira de Azeméis, Arouca, Sanfins e Sever do Vouga, integradas na União de Cooperativas de Produtores de Leite de Entre-Douro -e- Vouga, começaram a enviar leite para abastecimento de Lisboa e outros Centros Urbanos limítrofes.
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Publicação da primeira regulamentação nacional sobre as características das viaturas para transporte de leite em natureza e respectiva fiscalização.
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| 1967 |
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Falecimento do Sr. Francisco Pinho Pestana, sócio-gerente da LACTICÍNIOS MAF e que na altura exercia as funções de Tesoureiro da Direcção do Grémio, cargo que ocupava desde a respectiva fundação; para ocupar esse tomou posse o Sr. Álvaro Bittencourt de Sousa (SUIL), primeiro suplente da Direcção.
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Publicação do Decreto-Lei n.º 47.710 que regulamentava a produção e o comércio do leite e que gerou a obrigação de entrega de todos os postos de recolha privados nas zonas de recolha organizada; desenvolvimento de estudos visando a implementação [não concretizada] de uma “rede única de recolha de leite”.
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Não obstante o ligeiro crescimento da produção de leite, face aos anos anteriores, o forte aumento do consumo de leite de abastecimento, originou descidas significativas da quantidade de leite destinada à industrialização; forte alargamento das zonas de actuação de diversas cooperativas de produtores de leite, com destaque para a de Oliveira de Azeméis.
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Na zona do Entre-Douro-e-Minho é instituída a sazonalidade dos preços e a definição dos mesmos é feito, relativamente à produção, pela análise da sua qualidade nos postos de recepção, enquanto que para a indústria essa análise é efectuada à entrada da fábrica, no designado posto de concentração.
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Instituição da utilização, por questões higio-sanitárias, das embalagens de tara perdida na distribuição de leite comum.
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| 1968 |
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Foi criada uma taxa [suplemento] de $10 por litro, para o leite que fosse entregue refrigerado.
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O Grémio defendeu que a primeira prioridade da CAL – Comissão de Abastecimento de Leite deveria ser a do estudo e implementação de uma rede de recolha e concentração do leite e que a sua distribuição deveria ser efectuada através de acordos inter-corporativos.
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Sugestão de realização de uma campanha, a nível nacional, de fomento do consumo de leite e lacticínios, prevendo o aumento da produção leiteira que se começava já a verificar, sendo também analisadas as possibilidades de distribuição de leite nas escolas.
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Contactos com o Centro Português de Alimentação Racional visando a colaboração do Grémio em sessões relativas ao “Renascimento da Cozinha Portuguesa com as suas Gorduras Tradicionais”, onde seria incentivado o consumo da manteiga integrada na gastronomia nacional.
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| 1969 |
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Fruto do Plano de Fomento Pecuário, a produção de leite aumentou substancialmente sem que o consumo de leite e derivados tivesse acompanhado esse crescimento; a CAL apresentou sugestões que passavam pela implementação de um regime de intervenção para o leite em pó (gordo e desnatado) e para o queijo e a realização de fortes campanhas publicitárias de promoção do consumo.
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Avolumam-se as preocupações relativamente às crescentes dificuldades de escoamento do leite e lacticínios e em relação à capacidade nacional de armazenamento desses produtos e acumularam-se algumas dívidas da indústria às organizações da lavoura, por força das dificuldades de escoamento dos produtos lácteos.
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| 1970 |
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- Eleições realizadas em 30.01.1970 , não sendo possível confirmar a data da tomada de posse.
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O Secretário de Estado da Agricultura preparou um Despacho através do qual permitia às Organizações da Lavoura a instalação de fábricas de lacticínios, caso a indústria não recebesse todo o leite sobejante do abastecimento.
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Procede- se ao alargamento do abastecimento à cidade de Lisboa, havendo, no entanto, diversos alertas por parte da indústria relativamente à menor qualidade desse acréscimo de leite.
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As empresas começaram a desenvolver mecanismos que lhes permitissem ter condições de armazenamento do queijo produzido de maior produção.
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| 1971 |
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Reuniões continuadas com as Federações de Grémios e com as Cooperativas, visando encontrar soluções para o abastecimento de leite a Lisboa e Porto, permitindo a existência de quantidades sobejantes mínimas que permitam a laboração das unidades industriais existentes; o Grémio acabou por aceitar uma comissão arbitral para resolução deste diferendo, sendo sugerido que a mesma seja presidida por representantes da Junta Nacional dos Produtos Pecuários.
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Parecer sobre a proposta de Lei do Fomento Industrial, concluindo-se que a mesma aponta para a revisão da situação de condicionamento industrial, restringindo-o apenas a indústrias básicas. No caso da indústria de lacticínios refere- se que não se compreende a eventual autorização de novas unidades, quando não existe matéria prima suficiente para a laboração das existentes.
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Um das emissões do programa “Para o Progresso do País”, transmitido pela Emissora Nacional e da responsabilidade da Corporação da Indústria, foi dedicado à indústria de lacticínios, sendo destacada a capacidade de abastecimento de uma grande parcela do mercado nacional e o crescimento dos volumes laborados.
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Foi elaborada uma completa exposição sobre a situação da indústria privada de lacticínios, a qual foi enviada ao Presidente do Conselho, Dr. Marcello Caetano.
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| 1972 |
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As relações entre a indústria e as organizações da lavoura sofrem um novo forte agravamento, tendo por base os custos (transporte, mão-de-obra, ...) com o abastecimento do leite a Lisboa.
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Começam a surgir ofertas de leite de Espanha, tendo a Junta Nacional dos Produtos Pecuários pedido parecer sobre o assunto; o Grémio manifestou que a concretizar-se aquela hipótese, o fornecimento seja utilizado para o abastecimento público de Porto e Lisboa, possibilitando à indústria transformar o leite que teria aquele destino.
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É publicada uma Portaria que impede o aumento dos preços dos produtos, salvo em situações prévia e devidamente fundamentadas junto da Direcção Geral de Fiscalização.
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| 1973 |
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- Falecimento do Presidente do Grémio, Eng.º Aranha Furtado Mendonça, que exercia tais funções desde a fundação do Grémio em 1957 e mesmo antes disso, da respectiva Comissão Instaladora.
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O Grémio sugeriu à Junta Nacional dos Produtos Pecuários que o abastecimento de leite a Lisboa e Porto fosse realizado por um agrupamento de industriais, sendo colocada uma vez mais em causa a aplicação do Decreto-Lei n.º 47710, no que se refere às prioridades estabelecidas para a utilização do leite: (1) consumo público, (2) produtos dietéticos, (3) esterilização, (4) leite UHT, (5) indústria, questionando-se se sobejaria algum leite para a indústria.
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É comunicado que a fabricação de leite UHT foi excluída do Regime de Condicionamento Industrial.
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| O CONDICIONAMENTO INDUSTRIAL NO SECTOR DE LACTICÍNIOS (1957-1974) |
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| 1957 |
- Parecer favorável à construção de uma nova unidade fabril da LACTICÍNIOS HALOS, LDA. |
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| 1959 |
- Oposição ao pedido de alargamento da produção da firma IMPERIAL DE MARGARINA.
- Oposição a instalação de nova fábrica de margarina pela COMPANHIA UNIÃO FABRIL (CUF). |
| 1961 |
- Oposição a uma fábrica de queijo fundido da ERU KAASFABRIEK N.V. WOERDEN |
| 1966 |
- Oposição a indústria láctea, por liofilização, pela COMPANHIA DE EMPREENDIMENTOS INDUSTRIAIS, SARL.
- Oposição a laboração de lacticínios pela GARINA – COMPANHIA INDUSTRIAL DE MARGARINA.
- Parecer favorável à LACTO AÇORIANA, para instalação de desnatadeira centrífuga.
- Parecer favorável à LACTICÍNIOS DA ILHA TERCEIRA para fabrico de leite em pó.
- Parecer favorável à MARTINS & REBELLO para instalação de indústria láctea em Portalegre |
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1967
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- Reservas ao pedido da SOCIEDADE DE PRODUTOS LÁCTEOS para instalar uma fábrica de lacticínios em S.Miguel (Foto);
- Oposição à instalação pela CIPAN de unidade para produção de leite para nutrição animal.
- Parecer favorável à UNILEITE para instalação de equipamento para a produção de leite em pó.
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1968 |
- Oposição à instalação pela SOVACOM de unidade para produção de leite para nutrição animal. |
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