2012.02.23 (00:00 ) Trabalho
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal afirmou que "metade do país esteve parado porque há acordos colectivos de trabalho e de empresas que não podem ser anulados", justificando assim a fraca actividade económica no dia de Carnaval. António Saraiva, que falava aos jornalistas no final da reunião com o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que está a coordenar a Comissão Interministerial de Criação de Emprego e Formação Jovem, acrescentou que, no caso da sua empresa, a Metalúrgica Luso-Italiana, foi obrigado a conceder o dia de Carnaval porque "hoje é o dia do metalúrgico".
O presidente da CIP explicou que "desde sempre, no contrato colectivo dos metalúrgicos, o dia de Carnaval é um dia de feriado porque é o dia do metalúrgico". António Saraiva adiantou que a questão do dia de Carnaval "poderia ter sido discutida e programada" no seio do acordo laboral e que "deveria ter existido algum cuidado e antecipar a programação que os municípios deveriam fazer".
Para o presidente da CIP "terá sido um erro", mas está de acordo com a opção do Governo porque "há que trabalhar mais e melhor", sendo que "não fazia muito sentido a discussão no seio da concertação social do tempo de trabalho, pela redução de feriados e pontes e depois estarmos, por outro lado, a permitir que assim não fosse".
António Saraiva tem defendido, enquanto presidente da CIP, a desvalorização fiscal, através da redução da taxa social única, o aumento do horário de trabalho, a supressão de feriados e pontes, e a alteração dos limites constitucionais que condicionam a flexibilidade do mercado de trabalho.
As dúvidas sobre quem trabalha no dia de Carnaval surgiram depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter dado orientações para que não fosse dada qualquer tolerância aos funcionários públicos, pois a data não é feriado, segundo o chefe do Governo.
FONTE: Agência Lusa
| < Anterior | Seguinte > |
|---|


















Última Newsletter Online
4050-537 Porto - Portugal

