2012.02.23 (00:00) Marketing
É consensual que os consumidores estão hoje mais racionais e inteligentes, sendo que hoje em dia não se pode pensar em um perfil de consumidor mas sim em milhões de perfis de consumidores. Esta é uma das conclusões que saiu do debate de encerramento da conferência "Shopper and Retail – da percepção à acção".
Com moderação de Victor Jorge, director da HiperSuper e a presença de Luís Santos (Sovena), Carlos Lopes Cruz (Refrige/Coca-Cola), Nuno Silveira (Procter&Gamble) e Luís Garrido Marques (Sonae MC), o debate centrou-se na questão "Distribuidores e Fabricantes: Formas diferentes de olhar e cativar o shopper".
Entre as intervenções dos convidados, realce para a questão de os consumidores serem hoje completamente diferentes do que eram há uns anos atrás. Luís Garrido Marques confessa que a técnica one-to-one é uma tendência, contudo os gestores não conseguem tornar isso possível. No caso da Sonae, "a grande dificuldade é não bloquear com tanta informação" disponível acerca dos consumidores.
"Nós temos feito um esforço na Sonae, há um trabalho muito grande em como a informação é gerida... Nós hoje sabemos muito mais do que no passado, mas temos uma dificuldade grande em tornar esta informação accionável", refere o executivo da Sonae MC.
Já Carlos Lopes Cruz acha que "o consumidor alvo não muda nem antes nem depois das crises. O que acontece durante a crise é que há alterações psicológicas que afectam o comportamento do consumidor", explicando que a redução do rendimento disponível gera uma alteração brutal no consumidor. Contudo acredita no mercado nacional: "Há imensas oportunidades no mercado", confessa.
"As pessoas continuam a querer e a desejar. 'Há menos peixe para pescar', mas não entremos em desespero... Ainda existem bastantes oportunidades para fazer negócios no mercado em Portugal. Há uma fatia grande que teve de fazer alterações nas suas despesas mas ainda há muito terreno", sublinha o marketeer da Refrige/Coca-Cola.
Uma outra tendência defendida por este responsável é que o consumidor hoje arrisca menos. Se anteriormente os consumidores queriam mais valor, por menos, Carlos Lopes Cruz revela que hoje assistimos a consumidores que querem o mesmo, mas por menos preço.
Por sua vez, Nuno Silveira defende que "o consumidor vai evoluindo, não mudou do dia para a noite, adaptaram os comportamentos de compra" sendo que as estratégias das marcas adaptam-se mas não deixam de existir. Em tempos de crise, Silveira realça que "as grandes estratégias vão vencer! Mais do que nunca ter estratégias fortes é fundamental".
FONTE: Jornal Briefing
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